Oi vai reduzir investimentos no próximo ano, para corrigir “trajetória do caixa”


Na divulgação dos resultados da empresa, cujos números foram piores do que os previstos pelo mercado, o novo presidente da Oi promete rígido controle de custos e melhoria da engenharia e gestão da rede

Em sua primeira aparição pública como presidente da Oi, Zeinal Bava, ao comentar hoje (14) os resultados do segundo trimestre da companhia para os analistas financeiros, apresentou também as linhas mestras de sua gestão. Embora os números tenham ficado abaixo da expectativa do mercado – (queda de 16,4% no Ebitda, prejuízos de R$ 124 milhões e aumento da dívida líquida para R$ 29,48 bilhões), o executivo ressaltou que houve diversas despesas pontuais (como a provisão para devedores duvidosos (PDD), cujo montante foi de R$ 159 milhões, aumento das despesas de marketing, para R$ 66 milhões, devido à Copa das Confederações e despesas com Fistel e pagamento das frequências de 3G e 4G à Anatel, que somaram outros R$ 1,750 bilhão) que não deverão se repetir nos próximos períodos.

 

Mesmo assim, para tranquilizar os investidores, que durante a conferência insistiram em querer explicações sobre como a empresa prentede resolver o problema de caixa de curto prazo, tendo em vista que no próximo ano terá que pagar R$ 4 bilhões da dívida líquida do total de R$ 29,4 billhões, Zeinal Bava afirmou que está buscando aumento da eficiência e redução de custos, inclusive com novas negociações junto aos fornecedores. Antecipou que irá também reduzir o Capex (investimentos) em 2014 dos atuais R$ 6 bilhões deste ano. O executivo não informou, contudo, qual será o novo patamar de investimentos para o próximo ano.

 

Segundo ele, a redução do investimento não irá afetar os compromissos de qualidade assumidos com a Anatel ou  com os clientes. Ao contrário, explicou, o objetivo é investir melhor, em inteligência de sistemas e melhores tecnologias. No caso da TV paga, por exemplo,  a Oi está adqurindo conversores mais avançados para acesso a novas funcionalidades no futuro. Bava observou que está sendo tomada uma série de medidas na área da TI com aquisições de programas mais inteligentes, pois é “”imperativo cuidar da trajetória do cash flow”.

 

Salientou que o equilíbrio financeiro se dará “às custas de todos”, e informou que está sendo elaborada também uma nova política de bônus para os executivos da operadora, cujas métricas serão divulgadas, e que irão levar em conta metas operacionais, como redução do churn, e aumento de qualidade ao cliente

Dividendos

 

Na busca deste equilíbrio financeiro, ressaltou Bava, é que foi cancelado o pagamento de dividendos de mais de R$ 1 bilhão previstos para este mês. Observou que a nova política de dividendos, aprovada pelo conselho de administração, não mais vincula a distribuição dos recursos à 3 vezes o Ebitda, como era na gestão de Francisco Valim. Esta política irá valer até 2016 e prevê o pagamento de dividendos em três cenários:  25% sobre o lucro líquido do exercício ajustado, ou  3% do patrimônio liquido, ou 6% do capital social, o que for maior. A estimativa da empresa é que, com estes critérios, sejam distribuídos R$ 500 milhõs ao ano, podendo o conselho deliberar por distribuição de dividendos extraordinários.
 

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