Oi tem receita menor e busca frear queda do fixo com oferta de pacotes


A Oi registrou uma queda de 4% na receita líquida de R$ 7 bilhões no segundo trimestre de 2011 em relação ao mesmo período de 2010, embora tenha voltado a gerar lucro, que fechou junho em R$ 354 milhões . Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da operadora caiu 7,9% para R$ 2,5 bilhões, levando a uma margem de 35% ante margem Ebitda de 36,5% vista um ano antes. Segundo o diretor de Finanças e Relações com Investidores da Oi, Alex Zornig, a queda se deve à perda de clientes de telefonia fixa da operadora, que caiu 6,5% no período, mas a empresa espera reforçar o segmento com a oferta de serviços em pacotes. 

“Poucas operadoras podem oferecer a solução completa”, disse Zornig em teleconferência com jornalistas nesta segunda-feira (15). Além dos serviços de telefonia fixa e móvel, a operadora também oferece serviços de banda larga e TV por assinatura, vistos pela Oi como estratégicos para a fidelização dos clientes de telefonia fixa. O executivo citou o plano Oi Conta Total, que une todos os serviços da companhia em uma só conta, como fator importante desta estratégia. A operadora fechou o segundo trimestre com 1,5 milhão de clientes Conta Total, aumento de 2,2% em relação ao mesmo período de 2010.

A receita líquida da companhia com o serviço fixo recuou 8,7% em relação ao segundo trimestre de 2010, enquanto a telefonia móvel cresceu 9,4% e já representa 26,4% da receita total da Oi. “Queremos substituir a receita do serviço fixo pela receita móvel”, disse Zornig. A receita média por usuário do serviço móvel foi de R$ 21,60 no segundo trimestre, menor que o registrado em 2010 mas maior que no primeiro trimestre, quando a companhia reportou um prejuízo líquido de R$395 milhões.

Outro serviço que a Oi acrescenta ao seu portfólio é o de hotspots WiFi, com a conclusão da compra da Vex, empresa que conta com 40 mil pontos de acesso no Brasil e em outros países, por R$27 milhões. Segundo Zornig, a Oi pretende oferecer o serviço aos clientes de banda larga fixa e de telefonia móvel, visando desafogar sua rede 3G.

A companhia manteve seus planos de investir R$ 5 bilhões este ano, focando principalmente em seus serviços de banda larga.

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