Oi também nega acordo para compra da TIM


Depois da Telefônica, ontem foi a vez da Oi negar o acordo de fatiamento da operadora de celular brasileira. Especulação de banqueiro?
Em seu comunicado, a Oi reitera que contratou o banco BTG Pactual para atuar como comissário “para desenvolver alternativas viáveis de estruturas e de funding para propiciar uma participação da Companhia como protagonista na consolidação do setor de telecomunicações no Brasil, notadamente para viabilizar proposta para a aquisição da participação da Telecom Italia na TIM Participações S.A.(“Operação”). Nesse sentido, o BTG Pactual tem mantido conversas com terceiros com relação a uma possível operação.

Em resposta à consulta da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Oi enviou comunicado ontem ao mercado brasileiro informando que, “até esta dada não há qualquer definição ou acordo em relação a uma estrutura para a operação, e não foram assinados quaisquer instrumentos ou propostas visando a uma operação”. Este comunicado foi feito devido à notícia do jornal Folha de S.Paulo da semana passada, que afirmava que as três operadoras – Claro, Telefonica e Oi – fecharam acordo entre si para comprar a TIM fatiada, no valor de R$ 31,5 bilhões. A matéria afirma que a operadora italiana será dividida entre as três compradoras na proporção de 40% para a empresa do grupo América Móvil, 32% para a prestadora espanhola e 28% para a tele brasileira.

A Claro, controlada pela América Móvil, não divulgou qualquer comunicado porque a operadora, no Brasil, tem o capital fechado, não se submetendo às determinações da CVM. Esta posição deixa de existir com a conclusão da fusão das três operadoras até o final do ano, pois uma das condições para esta fusão, estabelecida pela Anatel, é que a empresa resultante da fusão tenha o capital aberto.

A negativa do acordo foi feita pela Telefônica no dia 31 de outubro. Embora o mercado esteja analisando com inevitável a consolidação do mercado brasileiro de telecomunicações, alguns executivos estão duvidando das intenções deste anúncio neste momento, sem nada que confirme a sua efetivação. Por que “vazar” uma informação para a imprensa do fechamento de um acordo de compra antes dele ter sido informado ao possível interessado, que seria a Telecom Itália? Quem quer comprar, faz oferta firme hostil ou procura o vendedor. Oferta hostil não é comunicada antes pelo mais banal dos fatos, que é justamente o de não elevar o preço de compra.

Em seu comunicado, a Oi reitera que contratou o banco BTG Pactual para atuar como comissário “para desenvolver alternativas viáveis de estruturas e de funding para propiciar uma participação da Companhia como protagonista na consolidação do setor de telecomunicações no Brasil, notadamente para viabilizar proposta para a aquisição da participação da Telecom Italia na TIM Participações S.A.(“Operação”). Nesse sentido, o BTG Pactual tem mantido conversas com terceiros com relação a uma possível operação.

Recentemente, notícia do jornal O Globo apontava que o banco BTG estava atuando nas duas pontas: como o negociador para a consolidação do mercado brasileiro em nome da Oi e corretor de compra e venda dessas mesmas ações. Conforme o jornal, o BTG ganha com as fortes oscilações das ações tanto da Oi como da Portugal Telecom  no Brasil e nos Estados Unidos através de uma operação conhecida como merger arbitragem. O BTG Pactual Europe estaria atuando com as cotações diferenciadas, comprando nas quedas e vendendo nas altas, obtendo forte lucro com as oscilações.

Antes deste anúncio de acordo, a Oi estava valendo menos de R$ 10 bilhões no mercado, o mais baixo preço da operadora até então. Com a matéria sobre o possível acordo, as ações da Oi e da PT subiram como um foguete.

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