Oi relaciona prejuízos à compra da BrT


O diretor de Finanças e Relações com Investidores da Oi, Alex Zornig, justificou o prejuízo de R$ 436 milhões em 2009 a eventos relacionados à amortização dos valores referentes a compra da BrT e por algumas distorções fiscais temporárias vinculados à amortização do ágio pago pelo controle da companhia, de R$ 600 milhões. Além do …

O diretor de Finanças e Relações com Investidores da Oi, Alex Zornig, justificou o prejuízo de R$ 436 milhões em 2009 a eventos relacionados à amortização dos valores referentes a compra da BrT e por algumas distorções fiscais temporárias vinculados à amortização do ágio pago pelo controle da companhia, de R$ 600 milhões. Além do aumento das despesas operacionais com itens não recorrentes, como por exemplo, despesas e custos relacionados ao processo de integração com a BrT e decorrentes da amortização dos subsídios aos aparelhos pós-pagos. Ele ainda citou os impactos relativos às operações móveis em São Paulo, de R$ 350 milhões, e ainda em fase de lançamento, e pela unificação de práticas contábeis entre a Oi e a BrT.

“O aumento das despesas financeiras em função do aumento da dívida líquida da Oi também refletiu no resultado”, disse Zornig. Segundo ele, a dívida líquida da companhia chegou a  R$ 22 bilhões em dezembro de 2009, mas, apesar deste aumento em relação a 2008 a situação da dívida permanece sob controle para os próximos anos, considerando a forte geração de caixa que a companhia tem. “A valorização do real e a redução das taxas de juros no Brasil em 2009 contribuíram positivamente para o menor custo da dívida”, disse.

O foco da operadora para os próximos anos é aumentar a geração de caixa e reduzir a sua alavancagem financeira. “Nossa meta é reduzir a dívida líquida de 1,7% a 1,8% do EBITDA no final de 2012”, disse Zornig. Ele espera um equilíbrio maior em São Paulo a partir de abril deste ano, depois da amortização dos investimentos feitos para operação móvel no estado.

Troca de ações

A Oi pretende concluir a incorporação da BrT com a troca das ações em breve. Segundo Zorning, somente após a contabilização dos resultados de 2009 será possível fazer o cálculo da relação de troca. Ele disse que a companhia já contratou um banco de investimento para fazer esse cálculo, que será submetido aos acionistas minoritários.

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