Logo OiA receita líquida da Oi foi de R$ 5,9 bilhões no 3T17, 2,3% superior à registrada no trimestre anterior impulsionada pelo aumento das vendas das soluções convergentes. De acordo com Marco Schroeder, presidente da empresa, as vendas de serviços de TV continuam em expansão e ajudaram a puxar os resultados.

As operações brasileiras registraram lucro líquido de R$ 217,5 milhões no trimestre pela primeira vez desde o 3T15, segundo os dados divulgados pela empresa. O lucro líquido consolidado, considerando as operações internacionais, ficou em R$ 8 milhões no trimestre.

Se o lucro está em parte relacionado à desvalorização do dólar frente ao real, a melhoria operacional da empresa, com corte de custos, se refletiu no EBITDA de Rotina de R$ 1,597 bilhão no 3T17, + 4,1% em relação ao 3T16.  A margem EBITDA de Rotina alcançou 27,0%, um crescimento de 2,2 p.p. contra o mesmo período do ano passado.

A companhia cortou custos no trimestre em R$ 337 milhões, acumulando R$ 1,5 bilhão de redução nos nove primeiros meses do ano. “Um esforço considerável”, observa Schroeder, lembrando que parte da economia foi para o Capex da empresa. Tanto que conseguiu ampliar os investimentos em 36,3% em relação ao 3T16, alcançando R$ 1,3 bilhão no 3T17 e atingindo 22,6% da receita líquida, contra 15,9% no 3T16. “Mas para avançar, investir em fibra, a empresa precisa de dinheiro novo. Só com dinheiro novo vamos sair do patamar de R$ 5 bilhões para R$ 7 bilhões”, diz ele, informando que este ano os investimentos devem fechar em torno de R$ 5,2 bilhões.

Nos nove meses acumulados do ano, o total de investimentos atingiu R$ 3,8 bilhões, com crescimento de 11,6% em relação ao mesmo período de 2016.

Desde a entrada em recuperação judicial (RJ), as operações da Oi geraram R$ 2,6 bilhões de caixa. No 3T17 o crescimento do caixa foi de R$ 287 milhões, sustentando a ampliação dos investimentos que a companhia realizou nesses três meses.

Serviços

No último trimestre, a Oi continuou a expandir as vendas de TV, que cresceram + 3.2% em relação ao trimestre anterior e + 16,2% no ano. Mas a banda larga encolheu -0,2% sobre 2T17, com saldo positivo de + 0,8% no ano. A telefonia fixa continua em curva descendente . No ano caiu -6,2%.

O interessante é notar que o Arpu residencial cresceu 6% em relação ao trimestre anterior, 5,3% no ano, basicamente em função da entrada da TV nos pacotes convergentes.

Em relação à telefonia celular, mantém-se a redução na base pré-pago, mas com  um  ritmo menor de queda. De um trimestre para outro ela foi de – 0,5%. No ano, a base caiu -12,1%. Já a base pós-paga caiu 0,3% entre os trimestres, mas o saldo do ano foi positivo em + 0,3%.

No mercado corporativo, onde a entrada da Oi em Recuperação Judicial teve um impacto negativo importante sobre os clientes empresariais, o trimestre registrou recuo na telefonia fixa (-0,3%), na banda larga (-0,5%) e na TV (-7,5%) em relação ao trimestre anterior. O que cresceu foi a telefonia móvel: + 2,5%. No geral, o serviço corporativo cresceu 0,8% em relação ao trimestre anterior e caiu 1,4% no ano.