Oi registra prejuízo operacional de R$ 442 milhões e lucro líquido de R$ 671 milhões


O lucro foi decorrente da conclusão da venda dos ativos da PT para a Altice. A queda das receitas em todos os serviços, à exceção da TV paga, impactou o resultado operacional, pressionado pelas despesas financeiras que cresceram 16,6% em relação ao 2T14.

A queda na receita líquida de serviços da Oi, que exclui a venda de aparelhos, foi responsável pelo prejuízo de R$ 442 milhões no segundo trimestre na operação brasileira. No trimestre, as receitas operacionais, excluída a venda de aparelhos, caiu 3,3% em relação a igual período do ano anterior. Todos os serviços registraram queda de receita (voz fixa, orelhões, voz móvel), à exceção do de TV paga , cuja base cresceu 33,5% em relação ao 2T14.

O resultado da companhia no trimestre, em que registrou uma receita líquida de R$ 6,784 bilhões em todas as suas operações (R$ 6,555 bilhões no Brasil), terminou positivo, graças à conclusão do processo de venda dos ativos da PT para a Altice, que injetou em seu caixa R$ 1,113 bilhão. Com essa operação, o lucro líquido consolidado foi de R$ 671 milhões. Os recursos da venda da PT foram quase empataram com o resultado financeiro negativo de R$ 1,2 bilhão. Assim, a companhia registou lucro operacional antes do resultado financeiro e tributos de R$ 627 bilhões que, no resultado operacional consolidado, resultaram em prejuízo de R$ 442 milhões.

Mesmo com o encolhimento da receita, em um cenário macroeconômico adverso, a empresa, ao comunicar seus resultados ao mercado, destaca o crescimento de seu EBTIDA de rotina nas operações brasileiras, que atingiu R$ 1,816 bilhão (+ 10,7% no ano). Segundo o comunicado, esse desempenho positivo foi registrado graças à redução de custos e despesas operacionais (+10,5% no ano).

Outro ponto destacado no comunicado é o aumento do ARPU em vários serviços.A receita média mensal por usuário no segmento residencial cresceu 6,2% (R$ 78,5), puxada pela banda larga e TV paga. Na mobilidade pessoal, a receita líquida dos clientes cresceu 3,5% em relação ao 2T14, quando se excluem as receitas de uso de rede (VU-M) e a de venda de aparelhos. Neste caso, os responsáveis foram o aumento de ARPU do pós-pago e o crescimento da receita de dados em 51%.

Anterior Venda de tablets cai 11% no mundo
Próximos Oi aumenta velocidade na rede, mas reduz investimentos