Oi reavalia venda de ativos na África


A Oi pode não vender os ativos que tem na África, disse o CEO da concessionária brasileira, Bayard Gontijo, nesta segunda-feira (11), à Reuters. O executivo está em Nova York para um road show com investidores internacionais. Segundo ele, existem dois possíveis cenários: a venda dos 25% que a Oi tem na angolana Unitel, ou a resolução das disputas com a sócia Isabel dos Santos – mulher mais rica do continente e filha do presidente de Angola.

De acordo com Gontijo, a operadora está mudando o centro de gravidade das negociações de Lisboa para Brasília. Ele lembrou que um dos sócios da Oi, o BNDES, tem boas relações com Angola, o que deve contribuir para as negociações. Caso consiga resolver as desavenças com a sócia majoritária, a Oi espera consolidar os números da Unitel, integrando-os ao balanço do grupo.

Gontijo havia anunciado em dezembro a intenção de vender, até o final de 2015, a participação na Unitel. Mas, confiante no turnaround que vem promovendo na Oi, ele afirma que pretende adotar uma postura mais paciente.

Isabel dos Santos questiona a legalidade da Oi herdar 25% da Unitel, uma vez que estas ações pertenciam à Portugal Telecom, por meio da subsidiária Africatel. Para ela, a própria Unitel tinha direito sobre esta parcela em caso de processos de venda ou fusão. Por causa da disputa, a Unitel teria deixado de repassar cerca de 246 milhões de euros em dividendos à PT. (Com agências internacionais)

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