Oi quer preço da 2,5 GHz semelhante ao pago pelas operadoras de MMDS


O consultor da Oi, Francisco Carlos Monteiro Filho, apresentou a posição da operadora sobre a destinação da faixa de 2,5 GHz na Câmara, que é a de integração com a decisão da UIT (União Internacional de Telecomunicações), que prevê a reserva da freqüência para a tecnologia LTF (4G) e que já foi adotada por diversos …

O consultor da Oi, Francisco Carlos Monteiro Filho, apresentou a posição da operadora sobre a destinação da faixa de 2,5 GHz na Câmara, que é a de integração com a decisão da UIT (União Internacional de Telecomunicações), que prevê a reserva da freqüência para a tecnologia LTF (4G) e que já foi adotada por diversos países. “Isso permitirá ganhos de escalas, preços competitivos e roaming mundial”, ressaltou.

A operadora defende também a migração, de forma cuidadosa, do MMDS (TV paga por micro-ondas) para outra faixa. Mas quer que os preços da frequência sejam compatíveis com os pagos pelos antigos usuários. “Acho que é uma reivindicação justa”, disse Monteiro.

Para a faixa de 3,5 GHz, a Oi defende que seja destinada mesmo para o SCM (Serviço de Comunicação Multimídia) e o STFC (Serviço Telefônico Fixo Comutado), como já havia previsto a Anatel. Quer também mobilidade restrita para essa faixa e que seja republicado e edital suspenso pela agência, nas mesmas condições.

Monteiro lembrou que a Anatel previu, para 2011, o crescimento da telefonia móvel para 175 milhões de acessos, enquanto para o MMDS deverá chegar a 620 mil assinantes. Ele também considera que o WiMAX terá espaço, mas só em nichos de mercado.

Ouro

O deputado Júlio Semeghini (PSDB-SP), um dos autores do requerimento que resultou no debate, disse que o país está debatendo o assunto com maturidade e de maneira aberta. Ele afirmou a disposição da CCT em trabalhar pela massificação da banda larga e pela disponibilização de serviços o mais rápido possível à sociedade. “Mas é importante que estejamos atentos às decisões internacionais”, disse.

Para o deputado Paulo Henrique Lustosa (PMDB-CE), o debate sobre a destinação da faixa de 2,5 GHz indica que a frequência vale ouro e que é preciso encontrar uma solução que assegure ganhos a todos, principalmente para a sociedade. Ele defende o uso do WiMAX e do LTE na faixa “porque assim teremos competição”.

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