Oi quer aprovar plano de recuperação até setembro


Segundo presidente da companhia, negociações com credores continuam, e plano é buscar solução equilibrada em cima do que já foi apresentado. Schoroeder aprova decisão do governo Temer de editar medida provisória que permita a renegociação da dívida de empresas em recuperação e de uma lei em separado para a intervenção, embora ressalte que não seja necessária intervenção no grupo.

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O diretor presidente da Oi afirmou nesta quinta-feira, 11, que a empresa trabalha para aprovar até setembro o plano de recuperação judicial. Segundo Marco Schoroeder, é um cronograma possível, e que já leva em conta a apresentação da nova proposta da companhia, feita em março, o tempo de aval da Justiça, e a realização da assembleia de credores.

Schoroeder afirmou também que a proposta ainda pode sofrer alguma modificação até lá, uma vez que as conversas com credores e acionistas continuam. “É importante para a Oi a assembleia acontecer no terceiro trimestre. Ainda pode acontecer modificação, mas acho que ter uma data para encerrar isso é importante”, ressaltou.

O executivo afirmou, durante conferência de resultados com analistas realizada nesta manhã, que a empresa não foge de qualquer conversa com os interessados, e que busca uma solução equilibrada, que contemple a todos e garanta o futuro operacional do grupo.

Política
Ele lembrou que a empresa apoia o projeto de lei 79/2016, atualmente parado no Senado. O texto redefine o marco regulatório do setor de telecomunicações, permitindo a migração de empresas concessionárias para o regime privado. No Congresso, aguarda decisão do STF sobre o rito que garantiu sua aprovação. Se a Justiça considerar irregular o trâmite, o presidente do Senado, Eunício Oliveira promete enviar o texto para apreciação em plenário.

O presidente da Oi ressalta que o texto importa não apenas à Oi. As regras, diz, “têm impacto no setor, são amplas, não tratam só da Oi, mas de preparar o setor para o futuro. A gente acha importante para o setor como um todo atualizar o marco legal para garantir novo ciclo de investimentos”.

A possibilidade de intervenção da Anatel sobre a companhia neste momento também foi descartada. Para Schoroeder, a empresa demonstra, a cada divulgação de resultados, que é saudável operacionalmente. Mas vê como positiva a previsão de o governo editar medida provisória para tratar das dívidas das operadoras com a Anatel. “A gente questiona muito o valor das multas, R$ 11 bilhões é um valor muito alto para o tipo de infração considerada”, disse.

Em abril, o governo decidiu trabalhar com uma medida provisória para permitir que empresas em recuperação judicial renegociem créditos não tributários com o governo, e uma lei que facilite a intervenção em grupos econômicos, como a Oi – uma vez que está em recuperação não apenas a concessão, mas empresas que atuam em regime privado.

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1 Comment

  1. 10 de junho de 2017

    Essa empresa de fundo de quintal, sem prejuízo de outras tantas igualmente pífias, prova o desacerto que foi a privataria promovida pelos tucanos contra o povo brasileiro. Tarifas extorsivas, serviço de péssima qualidade, atendimento debochado e incompetente, tecnologia sempre atrás do mundo, desrespeito a todas nomas de consumo, da lei de telecomunicações e de concessão, e aos órgãos de fiscalização , como a ANATEL, PROCON’s, Ministério Público, mamando nas tetas governamentais, influenciando agentes públicos e os poderes através de seu gigantismo econômico e colossal promiscuidade entre o público e o privado.
    Criou-se um monstro que fugiu do controle e agora não se sabe o que fazer.
    Sugiro decretar a sua falência, processar seus administradores civil e criminalmente e devolver o serviço ao titular primeiro, o ESTADO!