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A concessionária Oi divulgou no final da noite de ontem (12) os resultados financeiros do quarto trimestre e do ano de 2017. A companhia, que passa por recuperação judicial, apresentou prejuízo anual pela terceira vez.

Conforme descrito pela companhia no relatório de resultados, o desempenho é explicado pela combinação de múltiplos fatores. Entre eles, o corte das tarifas reguladas de interconexão (VU-M, TU-RL e TU-RIU) e de ligações fixo-móvel (VC); pela tendência natural de mercado da queda do tráfego de voz fixa (a Oi é a maior concessionária de telefonia fixa do país em área coberta); pela queda nos volumes de recargas do pré-pago e nas receitas do segmento B2B em função do cenário de retração econômica e aumento do índice de desemprego na comparação anual. A queda da receita do B2B também foi impactada pelo processo de recuperação judicial.

No trimestre, a companhia obteve receita líquida de R$ 5,8 bilhões, 7,8% menor que no mesmo período de 2016. O prejuízo líquido foi de R$ 3,69 bilhões (ante R$ 4,7 bilhões no 4T2016). O EBITDA (lucro antes de impostos, amortizações e depreciações) encolheu 18,6%, a R$ 1,3 bilhão.

Houve também impacto do aumento dos investimentos. A tele registrou Capex de R$ 1,83 bilhão, 35% maior que um ano antes.

A operadora enfrentou queda de receita em todas as unidades: no residencial (-2,2%), no móvel (-3%) e no B2B (-2,3%). Respectivamente, faturaram R$ 2,26 bilhões, R$ 1,82 bilhão e R$ 1,56 bilhão.

Ano de 2017

Para os 12 meses de 2017, os números também são negativos. A receita ficou em R$ 23,79 bilhões (-8,5%), enquanto o EBITDA foi de R 6,2 bilhões (-6,8%). Na média, a tele conseguiu ampliar a margem EBITDA em 0,5 p.p., para 26,2%, apesar de ter encerrado o quarto trimestre com queda nesta métrica.

O prejuízo acumulado no ano todo foi de R$ 6,36 bilhões, menos que a perda de R$ 8 bilhões de 2016. O Capex anual ficou em R$ 5,6 bilhões, enquanto a dívida líquida aumentou 18%, de R$ 40 bilhões para R$ 47,6 bilhões, impactada pela desvalorização do Real frente o Dólar, juros, pagamento de taxas regulatórias e do adiantamento a pequenos credores.

A dívida bruta cresceu cerca de R$ 2 bilhões, a R$ 54,6 bilhões. A empresa ressalta que, com a recuperação judicial, este valor será reduzido em R$ 35 bilhões. A operadora também apresentou queima de caixa, que fechou 2017 em R$ 6,99 bilhões.