Oi nega que executivos brasileiros soubessem do desvio da RioForte


A Oi lançou documento negando que Zeinal Bava ou o presidente do conselho, José Mauro Cunha, soubessem do “empréstimo” ao grupo Espírito Santo, conforme denunciou jornal português este final de semana.

Neste domingo, 9,  o jornal português Expresso publicou notícia que mostra troca de e-mails entre o ex-presidente do Bando Espírito Santo (BES), Ricardo Salgado, e Sérgio Andrade, presidente da Andrade Gutierrez, e um dos acionistas da Oi, sobre o caso do desvio de quase 1 bilhão de euros da Portugal Telecom para a empresa Rio Forte, do grupo Espírito Santo.

Conforme a notícia, os membros do “Steering Committee”, comitê que acompanha a fusão entre a Oi e a PT, do qual participa o presidente do conselho da Oi, José Mauro Cunha, e o presidente executivo da Oi, Zeinal Bava, teriam conhecimento da compra dos papeis, que acabaram micando, dando enorme prejuízo à operadora portuguesa..  Conforme o noticiário, Salgado teria escrito para Gutierrez o seguinte: “tive o cuidado de falar com o presidente executivo da Oi no início das aplicações que têm vencimento a 15 e 17 de julho, uma vez que deveriam ser sucessivamente renovadas por prazos de 3 meses até um ano a conter de seu início em fevereiro”.

Ainda na correspondência, o executivo teria citado que “este assunto foi abordado pelo Dr. Amílcar Morais Pires na reunião do Steering Commitee de 14 de abril, em Lisboa”. Este caso acabou provocar a demissão de Henrique Granadeiro, presidente do conselho de administração e da comissão executiva da Portugal Telecom.

Em nota, a Oi nega que os executivos tivessem conhecimento desta operação. Diz a nota:

“O  presidente do Conselho de Administração da Oi e membro do Steering Committee para fazer o acompanhamento da combinação de atividades do negócio da Oi e da Portugal Telecom, José Mauro Mettrau Carneiro da Cunha, e o presidente executivo da Oi S.A, Zeinal Bava, em relação ao que é publicado na edição de 9 de Agosto pelo jornal “Expresso”, sob a forma de excertos, como sendo correspondência alegadamente trocada por email entre os Drs. Ricardo Salgado e Sérgio Andrade, informam que não só nunca tiveram conhecimento da existência de tais comunicações, como as supostas menções que neles são feitas às suas pessoas, no alegado e-mail do Dr. Ricardo Salgado, não correspondem à verdade.”

“Não pretendemos sobre o tema alimentar polémica pública e reportamos à informação que já foi detalhada nos factos relevantes divulgados pela companhia ao longo deste último mês de julho. Estamos focados na aprovação do acordo realizado e já comunicado ao mercado que, no cenário que se apresenta, pode trazer os melhores resultados para a companhia”, acrescenta o comunicado da Oi. ( Com agências internacionais).

 

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