Oi já prepara mais dois TACs com a Anatel


O presidente da Oi, Bayard Gontijo, afirmou hoje, 24, durante a conference call de divulgação dos resultados de 2015, que a empresa estima que no primeiro semestre deste ano estejam concluídas as propostas de reforma do modelo regulatório, com a eliminação de várias obrigações para a concessionária e a aprovação do primeiro TAC (Termo de Ajustamento de Conduta), no valor de R$ 1,2. Segundo Gontijo, outros dois TACs estão sendo elaborados e virão logo após a conclusão desta primeira etapa. Quanto à reestruturação da dívida, o executivo afirmou que não há novidades frente ao que foi comunicado ao mercado.

Bayard Gontijo presidente da Oi - 03

Gontijo ressaltou que o primeiro termo já conta com a aprovação de três votos do conselho diretor da Anatel e que o envio para o Tribunal de Contas da União (TCU) para o referendo do acordo é um procedimento normal, que não preocupa a empresa. Depois do aval do TCU a operadora e a Anatel têm 30 dias para assinar o Termo.

Quanto à reestruturação da dívida, a Oi apenas disse que o PJT Partners está atuando na avaliação das alternativas estratégicas e que manterá o mercado informado. Conforme a empresa, a dívida bruta é de R$ 54,98 bilhões e a líquida, de R$ 38,1 bilhões, pois o caixa da companhia conta com R$ 16, 8 bilhões. Este ano precisam ser amortizados R$ 13, 1 bilhões; em 2017, R$ 9 bilhões; e em R$ 2018 R$ 7 bilhões.  A maturidade média da dívida é de 3,5 anos.

Segundo a Oi, algumas linhas de crédito não estão mais disponíveis. Atualmente, ela conta com duas linhas disponíveis: CDB de R$ 2,2 bilhões e BNB de R$ 371 milhões para o financiamento do Capex.

Sistemas

A companhia informou também que está eliminando 57 sistemas e aplicativos e implementando um CRM unificado, no processo de transformação  para os serviços digitais convergentes, quando vai lançar em breve seus pacotes unificados para todo o Brasil. E não  vai apresentar este ano o guidance para 2016. Segundo a Oi, o mercado está muito volátil para que as metas sejam anunciadas, o que poderia diminuir a flexibilidade de gestão da empresa. Veja aqui os principais resultados do ano da Oi.

 

 

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