Oi fica de fora do leilão para comprar a TIM, acreditam analistas


O movimento da Oi, de não participar do leilão do espectro de 700 MHz nesta terça-feira (23), está sendo interpretado pelo mercado como um indício de que a empresa dará, em breve, um lance pela TIM. Fontes ouvidas pelo Tele.Síntese, e que preferem não se identificar, acreditam que a empresa pretende usar o dinheiro da aquisição da licença 4G numa oferta mais generosa pela concorrente. “Se não houvesse a possibilidade de a Oi ficar com a TIM, acho que faria todos os esforços para entrar no leilão”, resume um analista.

Outro lembra que não há motivo para a Oi participar do leilão e depois comprar uma empresa que terá adquirido também a licença. “Não fará sentido ter dois espectros”, diz. A estratégia, porém, é considerada arriscada. Um analista ressaltou: “Não significa que de fato a Oi vai conseguir comprar a TIM, porque as dificuldades regulatórias são muitas“.

Com lance, ou sem lance, o mercado concordou com o conteúdo do fato relevante, que anuncia a desistência da empresa em participar do leilão. “Eles não vão precisar do espectro agora, não tem sentido, então, estressar o caixa”, argumentou um dos entrevistados, lembrando que a empresa tem alternativas para explorar o 4G. Outro acredita que a empresa demonstrou comprometimento. “A empresa está priorizando a disciplina financeira, tem alavancagem alta, e preferiu preservar o balanço do que comprar um espectro que vai ser usado só no longo prazo”, observa um analista.

Todos os ouvidos concordam, ainda, que a retirada da empresa deve reduzir o ágio pago pela licença neste leilão da 4G. “Provavelmente, fará com que o leilão feche próximo dos valores mínimos previstos”, analisou um dos ouvidos. No momento da publicação desta reportagem, as ações PN da Oi (OIBR4) subiam 1,16%, cotadas a R$ 1,73, enquanto as ordinárias (OIBR3) tinham alta de 1,12%, valendo R$ 1,79.

 

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