Oi fecha 2015 com prejuízo de R$ 5,3 bi e dívida de R$ 54,9 bi


A Oi divulgou hoje, 24, o resultado do ano passado, atingindo o guidance que tinha se comprometido, mesmo com a macroeconomia com piores indicadores. Mas seu prejuízo líquido no quarto trimestre foi de R$ 4,5 bilhões impactado por três ajustes contábeis. No ano, o prejuízo total foi de R$ 5,3 bilhões. A dívida bruta da empresa é de R$ 54, 9 bilhões. O Ebitda (fluxo de caixa) do ano foi de R$ 7,2 bilhões e do último trimestre, de R$ 1,74 bilhão

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O Fluxo de caixa operacional (FCO) foi de R$ 3,18 bilhões, resultado um pouco acima do guidance para o ano, ressalta a empresa. O Capex do último trimestre   foi de R$ 1 bilhão. Em 2015, a Oi investiu  R$ 4,048 bilhões 20,2% a menos do que em 2014.

Segundo a empresa, foram otimizados os investimentos, com a renegociação contratual, compartilhamento de redes e “projetos estruturantes”.

A receita líquida de clientes  no último trimestre caiu 2,4% em relação a 2014, refletindo o cenário macroeconômico, para  R$ 6 bilhões. Na telefonia móvel, a receita líquida de clientes no trimestre foi de R$ 1,83 bi e no ano, de R$ 7,16 bilhões, com crescimento de 47,6% na receita de dados. Dados já representam 37,1% da receita de serviços do ano.

Prejuízo

Segundo a Oi o prejuízo do último trimestre, devido aos três ajustes contábeis  (sem efeito caixa), no montante de R$ 3,1 bilhões foram motivados por impaiment de ativos registrados no balanço:

(i) ajuste de impairment com uma perda de R$ 89 milhões sobre o valor justo da participação da Oi nos investimentos controlados na África, que impactou a linha de lucro operacional;

(ii) ajuste de impairment com uma perda de R$ 1, 582 bilhão sobre o valor justo da participação da Oi nos investimentos não controlados em África, incluindo aqui a Unitel, que impactou a linha de resultado financeiro;

e (iii) provisões para perdas de IR Diferido, no montante de R$ 1, 392 bilhões, para as empresas que não apresentaram expectativa de geração de lucros tributáveis futuros suficientes para compensar os créditos tributários.

O prejuízo líquido pro-forma das operações continuadas, excluindo os efeitos destes ajustes contábeis (não caixa), teria sido da ordem de R$ 1,5 bilhões no 4T15 e de R$ 3,4 bilhões em 2015, explicado basicamente pelas despesas financeiras, cuja variação em relação ao mesmo período do ano anterior resulta da deterioração das condições dos mercados financeiros no Brasil, com impacto significativo no aumento das taxas de juros.

Telefonia Fixa

Ao final do 4T15, a Oi registrou 10.019 mil clientes de telefonia fixa no segmento Residencial, queda de 8,6% em relação ao 4T14 e de 1,9% na comparação trimestral. No entanto, verifica-se uma trajetória decrescente do nível de desconexões líquidas, que totalizaram 199 mil linhas fixas no trimestre (menor nível de desconexões em 2015).

Banda larga

A velocidade média da base de clientes de banda larga atingiu 5,5 Mbps neste trimestre (+25,4% contra 4T14 e +5,2% na comparação sequencial). A participação de UGRs com velocidade a partir de 5 Mbps aumentou 11,9 p.p. na comparação anual (para 60,6%), enquanto a participação de UGRs com velocidade a partir de 10 Mbps subiu 10,0 p.p. no mesmo período (para 32,0%). A velocidade média das adições brutas ficou em 7,4 Mbps (+37,9% em relação ao 4T14 e +2,5% comparado ao trimestre anterior). Neste trimestre, 76,7% das adições brutas possuíam velocidade a partir de 5 Mbps (+12,0 p.p. versus 4T14) e 53,5% possuíam velocidade a partir de 10 Mbps (+24,4 p.p. versus 4T14).

TV paga

A base de TV paga da Oi encerrou o 4T15 com 1.169 mil UGRs, uma redução de 6,3% em relação ao 4T14, mas se mantendo praticamente estável em relação ao trimestre anterior. Mesmo em um cenário macroeconômico mais enfraquecido, as desconexões líquidas vêm caindo a cada trimestre e atingiu o seu menor nível neste último trimestre de 2015. Vale ressaltar que a queda anual de 6,3% da Oi TV ficou abaixo da média do mercado de TV paga via DTH, que registrou -6,9%. Esse desempenho reforça o diferencial competitivo da Oi TV mesmo em um ambiente macro mais desafiador.

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