Oi esclarece captação de recursos para compra de controle da BrT


A Oi divulgou comunicado hoje detalhando os processos de captação de recursos para a compra do controle da Brasil Telecom (BrT). Segue abaixo reprodução da nota na íntegra: O plano de financiamento da Oi foi estruturado considerando o baixo nível de endividamento atual, sua forte geração de caixa e sua condição de investment grade, classificação …

A Oi divulgou comunicado hoje detalhando os processos de captação de recursos para a compra do controle da Brasil Telecom (BrT).

Segue abaixo reprodução da nota na íntegra:

O plano de financiamento da Oi foi estruturado considerando o baixo nível de endividamento atual, sua forte geração de caixa e sua condição de investment grade, classificação dada às companhias com menor risco de crédito. A maior parte da estrutura de capital para aquisição da BRT já foi obtida. Além do caixa, a Oi usará empréstimo de R$ 4,3 bilhões tomado com o Banco do Brasil ao custo de CDI mais 1,80% ao ano, incluindo tributação de IOF, e prazo médio de 4,9 anos. Esta operação foi feita mediante a emissão de Cédulas de Crédito Bancário (CCB) e representou a primeira etapa do programa de financiamento.

A segunda etapa, já em andamento, consistirá na emissão de notas promissórias no valor de R$ 3,6 bilhões com os bancos Santander, Bradesco e Itaú. Esta operação, registrada na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), terá custo de CDI mais 1,60% ao ano pelo prazo de dois anos. Ao todo, as captações para a compra da Brasil Telecom devem somar aproximadamente R$ 11 bilhões, o correspondente a 85% dos cerca de R$ 13 bilhões que a Oi estima desembolsar no negócio, incluindo a aquisição do controle da companhia e as ofertas, voluntária e obrigatória, para compra de ações dos minoritários da BrT.

A Oi iniciou estudos para realizar a terceira e última etapa do programa de financiamento para a compra da Brasil Telecom. A  operação de aquisição da BrT ainda está sujeita a alteração no Plano Geral de Outorgas (PGO) e anuência da Anatel. A companhia pretende obter, até o fim de outubro, cerca de R$ 3 bilhões para completar a necessidade de funding  para a aquisição. Entre as opções cogitadas para esta  terceira etapa  estão o lançamento de bônus no exterior, captação de empréstimos bancários no exterior e a tomada de recursos junto a organismos multilaterais.

A Oi pautou a estruturação dos financiamentos em função das melhores condições em termos de custo e prazo. As duas etapas do plano de financiamentos  foram precedidas de concorrência no mercado bancário com a participação de cerca de dez diferentes instituições financeiras, de origem nacional e internacional.

No fim do primeiro trimestre deste ano, a dívida líquida da empresa correspondia a apenas 0,4 x sua geração de caixa anual – pelos padrões internacionais, essa relação pode chegar a 2,5 vezes sem impor dificuldades na administração do passivo.  Maior companhia de telecomunicações do Brasil em faturamento e número de telefones fixos em serviço, a Oi terminou 2007 com receita bruta de R$ 25 bilhões e lucro líquido recorde de R$ 2,4 bilhões. No primeiro trimestre de 2008, a base de clientes da empresa atingiu 33 milhões de usuários. (Fonte: assessoria de imprensa, Oi)

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