Oi descarta proposta das três bells e fecha com fundo norte-americano venda da móvel


A Highline, que tem como principal controlador o fundo norte-americano Digital Colony, fez oferta maior do que os R$ 15 bilhões mínimos pretendidos pela Oi e ganhou o direito de exclusividade, até 03 de agosto, para avançar no acordo. O comunicado não diz, mas fontes próximas à negociação afirmam que fundo de Cingapura e a Algar Telecom também participam do negócio.

A Oi divulgou ontem à noite fato relevante informando ao mercado que fechou com a Highline, controlada pelo fundo norte-americano Digital Colony, a exclusividade pela oferta para a aquisição de suas operações móveis. Essa exclusividade será mantida até o dia 3 de agosto. Embora no comunicado a concessionária brasileira só cite o grupo norte-americano, fontes próximas ao negócio informaram ao Tele.Síntese que o fundo de Cingapura, Archy (Cingapura GIC) e a Algar Telecom também participam da operação. 

A Oi informa em seu fato relevante que a escolha pela oferta da empresa, que já tinha feito proposta firme para as torres e outros ativos da empresa, se deu porque ela ofereceu lance maior ao preço mínimo calculado, de R$ 15 bilhões.

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O fato relevante não diz, mas significa que a oferta das três operadoras – Claro,TIM e Vivo limitou-se ao preço mínimo, quando pediam para ter a oportunidade de serem as primeiras a fazerem uma contraproposta, o que não foi aceito pela vendedora.

Highline

Essa empresa é a mesma que também fez oferta vinculante para a aquisição das torres móveis da Oi, que está sendo ofertada separadamente à venda das operações de celular.

No sábado, a Oi havia informado que tinha recebido oferta vinculante por suas torres móveis. A proposta “irrevogável e irretratável” veio da empresa de infraestrutura de telecomunicações Highline do Brasil.

O plano é comprar a “unidade produtiva isolada a ser formada com 100% das ações de emissão da sociedade de propósito específico que reunirá os ativos e passivos relacionados às atividades de sites de telecomunicação outdoor e indoor de transmissão de radiofrequência” da Oi e suas subsidiárias. A empresa está oferecendo R$ 1 bilhão pelos ativos que ainda restam da Oi nesse segmento.

Segundo o fato relevante, o acordo de exclusividade visa “(i) garantir segurança e celeridade às tratativas em curso entre as Partes; e (ii) permitir que, uma vez satisfatoriamente finalizadas as negociações dos documentos entre as Partes, a Oi tenha condições de pré qualificar a Highline, na condição de ‘stalking horse’, para participação no processo competitivo de alienação da UPI, garantindo assim o direito de cobrir (‘right to top) outras propostas recebidas no referido processo”.

Oferta das três

A oferta de Claro, TIM e Vivo, além de ter sido inferior à da concorrente, trazia uma grande incerteza regulatória, com o Cade, órgão antitruste, sinalizando que a operação teria muitas dificuldades de aprovação.

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