Oi descarta demissões anunciadas pela Fittel


A Oi descartou qualquer possibilidade de demissões de funcionários, desmentindo, assim, informação publicada no boletim da Fittel (Federação Interestadual dos Trabalhadores em Telecomunicações) de que vinha recebendo várias denúncias de trabalhadores da operadora sobre a intenção da empresa em demitir cerca de seis mil trabalhadores, articulando o processo à terceirização de atividades fim da empresa. Segundo o presidente da entidade, Brígido Ramos, “o processo de demissão em massa patrocinado pela Oi vem claramente casado com o projeto do deputado Sandro Mabel (PR-GO)”. A proposta do deputado regulamenta a terceirização de atividades fim na empresa.

A Oi, entretanto, informou em nota que, conforme previsto em seu plano de negócios para os próximos anos, está expandindo suas atividades ao longo de 2012 e está intensificando a contratação de pessoal para reforçar seus canais de vendas, com a abertura de lojas próprias, o fortalecimento da venda porta a porta (PAP) e a ampliação da força de vendas para o mercado empresarial. “Além disso, as novas contratações são voltadas também para intensificar o processo de regionalização da companhia, a partir da criação de estruturas comerciais regionais, com o objetivo de aumentar a agilidade e capturar as oportunidades de mercado nas diferentes regiões do país. Também haverá reforço na estrutura de mobilidade do Corporativo, bem como nas áreas envolvidas em projetos ligados a fibra ótica e aparelhos”, diz a nota da operadora.

– Com todos estes movimentos, houve um crescimento de 1.270 postos de trabalho quando comparamos o número médio de colaboradores em 2011 com o quadro atual. Além disso, com a continuidade da implantação do plano estratégico da Oi, o quadro de pessoal ao final de 2012 atingirá crescimento maior que 15% frente aos 13,2 mil colaboradores efetivos em dezembro de 2011. Isso demonstra que a Oi vem aumentando sua força de trabalho e gerando novos postos formais de emprego”, sustenta.

A Oi esclarece que o projeto em análise poderá envolver até 1.500 posições de algumas das áreas internas de apoio. “Caso o projeto seja validado, todos os profissionais envolvidos terão a oportunidade de fazer a migração prevista na aliança, que não prevê redução de postos de trabalho. A companhia acrescenta que supervisionará o processo para que tudo seja feito com transparência e tranquilidade, sem prejuízo para o serviço prestado e para os profissionais envolvidos. A previsão é de que a decisão sobre este tema seja tomada até o final de maio”, adianta a operadora.

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