Oi demite gerentes e coordenadores da BrT


A reestruturação organizacional da Oi começou hoje com a demissão de gerentes e coordenadores da Brasil Telecom em Brasília e todas as filiais. A dispensa pegou de surpresa a direção da Fittel (Federação Interestadual dos Trabalhadores em Telecomunicações). Segundo o secretário-geral da entidade, João Moura, as informações eram de que foram desligados entre 350 a …

A reestruturação organizacional da Oi começou hoje com a demissão de gerentes e coordenadores da Brasil Telecom em Brasília e todas as filiais. A dispensa pegou de surpresa a direção da Fittel (Federação Interestadual dos Trabalhadores em Telecomunicações). Segundo o secretário-geral da entidade, João Moura, as informações eram de que foram desligados entre 350 a 360 funcionários e que novas demissões já estão programadas.

Segundo comunicado da operadora, divulgado semana passada, somente seriam atingidos os trabalhadores com sobreposição de funções, em torno de 400. O secretário-geral do Sinttel-DF (Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Telecomunicações no Distrito Federal), José Goudim, disse que ficou sabendo das demissões pelos funcionários da BrT, mas não tinha conhecimento preciso do número total de desligamentos.

No processo de anuência prévia, a Oi se comprometeu a manter, por três anos, o mesmo número de postos de trabalho que as duas empresas detinham em 01 de fevereiro de 2008. Depois desta data, a Oi contratou centenas de funcionários para operar a telefonia móvel em São Paulo e para início do serviço de TV por assinatura. "Com isso, a empresa tem gordura para cortar, sem precisar descumprir o que está descrito na anuência prévia", disse um analista de mercado.

As informações são de que a Oi deve manter uma estrutura mínima em Brasília, provavelmente com a permanência apenas de uma diretoria, a institucional. Para Moura, a situação é preocupante porque os funcionários demitidos, de alta qualificação, encontrarão maiores dificuldades para recolocação no mercado. A Oi não informou quantos desligamentos foram efetivados, mas disse que o número não passará dos 400 divulgados anteriormente e que a reestruturação será concluída ainda este mês.

Aposentadoria

Além das demissões, a Oi informou a criação de um plano de aposentadoria incentivada. Os funcionários que optarem pela aposentadoria receberão, além dos direitos trabalhistas e os previstos nos acordos sindicais, indenização de 0,4 salário para cada ano na empresa, no limite de doze salários. Os gerentes que estão deixando a companhia receberão indenização de 0,3 salário para cada ano, com piso de um salário e meio e máximo de seis salários.

Moura disse que o plano, porém, vale apenas para os funcionários acima de 50 anos ou com 20 anos de trabalho na companhia.

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