Endividada, Oi não vai ao leilão de 700 MHz. Claro, Vivo, TIM e Algar se apresentam.


A Oi não participar do leilão da faixa de 700 MHz, que será realizado na próxima semana. A decisão foi comunicada ao mercado por fato relevante, que foi publicado pouco antes ddas 10 horas, fim do prazo de credenciamento das operadoras na Anatel para participar do certame.

Na nota, a Oi sustenta que “tem disponível, para atender à crescente demanda por dados móveis, um diversificado portfólio de espectro, que permite prover serviços de voz e dados de forma competitiva, além de ampla rede de Wifi e uma rede fixa, o que garante grande capilaridade às suas operações no país”. Para a 4G, a operadora enfatiza que já possui a faixa 2,5GHz para servir os seus clientes e atender às obrigações de cobertura até 2017, “podendo no futuro vir também a utilizar a faixa de 1,8GHz”.

A Oi ainda argumenta que, considerando que a faixa leiloada só poderá ter utilização plena em 2019, a companhia decidiu manter a sua estratégia de investimento em projetos estruturantes de rede “que atendam aos objetivos de melhoria do nível de qualidade e percepção dos serviços prestados aos seus clientes no acesso fixo e móvel e reforçar os investimentos em aumento de cobertura e capacidade da rede móvel e na expansão de banda larga e TV paga, numa lógica multiprodutos e convergência a nível nacional”.

A decisão da Oi pegou os concorrentes de surpresa, mas ninguém quis comentar o assunto. Claro, Vivo, TIM e Algar se credenciaram para o certame. A Sercomtel também não participará do leilão.

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