Oi critica ‘restrições’ do edital da banda H


A Oi criticou a decisão da Anatel de impedir a participação das operadoras móveis que estão atuando no país de participar da licitação da banda H (1,9/2,1 GHz). Segundo o diretor de Assuntos Regulatórios, Paulo Mattos, com isso, a agência impede que a operadora complete sua rede de 3G em São Paulo.

“A Oi, em São Paulo, é uma empresa entrante, está operando lá há dois anos e estamos concorrendo para conquistar mercado à duras penas”, disse Mattos. Ele explica que há uma série de municípios onde a operadora ainda não tem rede 3G, como em Franca.

Para Mattos, a Anatel deveria considerar as especificidades de cada empresa, ao invés de proibir a participação das operadoras em atuação no país indistintamente. “A Oi é uma empresa entrante em São Paulo e vamos ser prejudicados por não participar do leilão da banda H”, afirmou.

Pelo edital aprovado pela Anatel, a banda H será destinada para um novo competidor. Somente se não houver interessado, as outras operadoras que atuam no país poderão arrematar lotes dessa faixa. Porém, nesse caso, a freqüência será quebrada em bandas de 5MHz + 5MHz e vendida como extensão para quem já tem outorgas nas faixa I e J. Para os entrantes, a faixa será vendida em blocos de 10MHz + 10MHz, ao preço mínimo de R$ 1,1 bilhão.

Mattos disse que as sobras que também serão leiloadas, nas bandas de 800 MHz, 900 MHz, 1,8 GHz e extensão em TDD de 1,9 GHz, interessam às operadoras. Porém, no caso da Oi, não servem para completar a rede 3G em São Paulo.

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