Oi contratou o BofA para estruturar consolidação


A Oi emitiu comunicado nesta segunda-feira, 11, no qual confirma a contração do Bank of America Merrill Lynch como assessor financeiro. Diz que o banco terá o papel de estruturar a venda de ativos “non core”, mas também buscará oportunidades de M&A. Ou seja, o banco deverá promover a consolidação da operadora com outras do setor.

Segundo a tele, esse seria “mais um passo para maximizar a criação de valor e ampliar as fontes de financiamento para a execução do seu plano de investimentos com foco em FTTH e cobertura 4,5G”.

A concessionária informou também a contratação do Boston Consulting Group (BCG) para elaborar uma revisão estratégica. “O trabalho contempla a análise e definição de modelos de negócios com visão de longo prazo e a elaboração das diretrizes e planos de execução que assegurem a implantação destes modelos”, diz a tele.

Além do BCG e do BofA, a Oi já era assessorada pela Oliver Wyman, que elabora um plano de execução de investimentos.

“Todas essas iniciativas estão alinhadas ao objetivo de aprofundar a transformação estratégica, operacional e financeira da Oi, a partir de uma visão de longo prazo, abrangendo as tendências tecnológicas, de mercado e de inovação e proporcionando o suporte adequado à implementação do seu plano de investimentos de forma
eficiente, com vistas ao fortalecimento e reposicionamento da Companhia”, escreve Carlos Brandão, o CFO da Oi, na nota emitida ao mercado.

No ano passado, especulações davam conta de que a Oi poderia vender a operação de telefonia móvel em São Paulo. Já no plano de recuperação judicial da companhia, havia a previsão de vender sua parte na Unitel, operadora africana herdada da Portugal Telecom.

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