Oi capta R$ 3,6 bi para compra da BrT


A Oi já obteve mais de 70% dos recursos que pretende captar para aquisição da Brasil Telecom. Em operação coordenada pelos bancos Itaú, Santander, Bradesco e Real, a operadora obteve R$ 3,6 bilhões, com emissão de notas promissórias. Ao todo, foram emitidas 144 notas promissórias, em série única, com valor nominal de R$ 25 milhões …

A Oi já obteve mais de 70% dos recursos que pretende captar para aquisição da Brasil Telecom. Em operação coordenada pelos bancos Itaú, Santander, Bradesco e Real, a operadora obteve R$ 3,6 bilhões, com emissão de notas promissórias. Ao todo, foram emitidas 144 notas promissórias, em série única, com valor nominal de R$ 25 milhões cada uma. A operação terá prazo de dois anos ao custo de CDI mais 1,60% ao ano. Os coordenadores contratados foram: Banco Safra, ING Bank, Banco do Nordeste do Brasil , Banco Alfa de Investimento, e Banco de Tokyo.

Segundo a operadora, o  plano de financiamento foi estruturado considerando o baixo nível de endividamento atual, sua forte geração de caixa e sua condição de investment grade, classificação dada às companhias com menor risco de crédito. Ao todo, a Oi prevê captar cerca de R$ 11 bilhões para o processo de futura aquisição da Brasil Telecom, valor equivalente a 85% dos cerca de R$ 13 bilhões que estima desembolsar no negócio, incluindo a futura aquisição do controle da BrT e as ofertas públicas de compra de ações (OPA's obrigatória e voluntária) já anunciadas.

O programa de financiamento foi iniciado com a emissão de Cédulas de Crédito Bancário (CCB) no valor de R$ 4,3 bilhões junto ao Banco do Brasil. A terceira etapa do financiamento deverá ser concluída até dezembro, com a captação de aproximadamente R$ 3 bilhões. Entre as opções cogitadas para esta última etapa estão o lançamento de bônus no exterior, a captação de empréstimos bancários no exterior e a contratação de recursos junto a organismos multilaterais.

A Oi pautou a estruturação dos financiamentos em função das melhores condições em termos de custos e prazos. As duas primeiras etapas do plano de financiamento foram precedidas de concorrência no mercado bancário com a participação de cerca de dez diferentes instituições financeiras, de origem nacional e internacional.

A empresa informou ainda que a operação de compra da BrT depende de alteração no Plano Geral de Outorgas (PGO) e de anuência prévia da Anatel. (Da Redação, com assessoria da Oi)

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