Oi avisa ao mercado que irá instalar antena 4G em 1.155 locais com novo PGMU


Com a publicação de hoje do PGMU, a Oi cumpre o acordo firmado com os backstoppers, não precisando mais correr o risco de pagar a multa de até US$ 45 milhões. E informa que irá instalar erbs de 4G no lugar de orelhões.

Com a publicação hoje, 22, do Plano Geral de Metas de Universalização (PGMU) pelo presidente Michel Temer, a Oi, que nesta semana teve que renegociar o acordo com os seus investidores justamente por falta desse instrumento legal, disse ao mercado de que forma esse novo plano – que corresponde ao período de 2016 a 2020 – irá afetar os seus investimentos.

A Oi informa que, com a publicação deste decreto, de nº 9.619/18, as obrigações assumidas pela empresa com os backstoppers, no acordo que viabilizou a conversão da dívida e que prevê aumento de capital de R$ 4 bilhões, estão quitadas. Ou seja, a empresa não corre mais o risco de ter que pagar uma multa de até US$ 45 milhões, conforme o aditivo contratual anunciado nesta semana.

A concessionária confirma que foram reduzidos sensivelmente os orelhões (TUPs)  que ficarão em sua planta, pois o novo plano não considera mais densidade por habitante nem distância mínima entre eles. E, para devolver à sociedade os recursos que deixarão de ser gastos com a redução dessas obrigações (contratadas quando as empresas foram privatizadas), o PGMU estabelece novas metas, dessa vez com a instalação de erbs (estações rádio-base) com tecnologia LTE (4G).

A Oi informa que terá que instalar essa nova infraestrutura – em localidades não atendidas pela telefonia celular, em lista a ser feita pela Anatel – em 866 localidades da Região I (que inclui os estados atendidos pela Telemar, RJ,ES,MG,BA,SE,AL,PE,PB,RN,CE,PI,MA,AM,PA,RR,AP) e 289 localidades da Região II, que inclui os estados atendidos pela Brasil Telecom (RS,PR,SC,MT,MS,GO,DF,TO, AC,RO).

A empresa ressalta que essa infraestrutura faz parte da concessão de telefonia fixa, embora seja tecnologia de celular, e, que, por isso, ela será reversível à União, quando acabar o contrato de concessão. Isso significa que entrará no encontro de contas de futuros investimentos se a concessão terminar antes de 2025. Assinala que terá que continuar a manter os TUPs instalados em localidades com até 300 habitantes.

O atendimento a essas localidades começará no próximo ano, quando deverá ser cumprida 10% das metas. Até o final de 2023, todas as antenas 4G terão que estar instaladas.

Em seu comunicado, a Oi ressalta que “os sistemas de acesso fixo sem fio devem viabilizar tecnicamente, em regime de exploração industrial, também a oferta de Serviço Móvel Pessoal por meio de tecnologia de quarta geração (4G) ou superior”.

 

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3 Comments

  1. Geovanna
    21 de dezembro de 2018

    Aqui na minha cidade só fuciona uma aperadora, e tem mais de 40 mil habitantes. Isso é uma vergonha!! Precisamos de mais operadoras. Pode vim a”OI”

  2. Erick Nilson Correa e Silva
    22 de dezembro de 2018

    Excelente noticia!
    E tomara que aprovem logo a PLC 79 para que a Oi possa investir fortemente em 4G/4.5G e fibra otica.
    Para a Oi voltar com forca na briga vai precisar de muitos investimentos em 4G/4.5G e fibra otica.
    Quero ver a Oi de volta na briga, brigando forte!

  3. Aurelino Santos
    29 de dezembro de 2018

    Será muito bom se a Oi realmente lembrar-se da região dos lagos aqui no RJ, pois nas áreas com DDD 22 não há interêsse por parte da população pela operadora em questão. Estive em Cabo Frio em 10.02.2018 durante o período de carnaval, à negócios e vendi somente 5 unidades de chips da Oi para um comerciante que resolveu me dar “uma moral” só prá me ajudar, segundo ele. Seu nome é Francisco e através dele soube que por lá a operadora mais requisitada é a Vivo e que na loja dele a procura por simcards da Oi é insignificante devido ao péssimo sinal de rede que a operadora fornece. Também é assim em Arararuama, Macaé, Saquarema, Campos dos Goytacases e a maioria das cidades cujo DDD é o 22. Parabéns à Oi pela decisão acertada de instalar erb’s 4G em escala, mesmo que tenha sido motivada pela multa de 45 milhões que teria que pagar caso isso não fôsse feito!