Oi aumenta velocidade na rede, mas reduz investimentos


A queda nos investimentos de 10,5% no trimestre e de 24% no ano não afetou a melhoria da qualidade da rede, diz Bayard Gontijo, presidente. A empresa investiu R$ 1 bilhão no segundo trimestre, dos quais 88% foram destinados para a evolução da rede.

Embora a Oi continue reduzindo o seu Capex – no 2T15 investiu R$ 1,041 bilhão, redução de 24,5% em relação a igual período do ano anterior –, conseguiu aumentar as velocidades da rede e dos seus índices de qualidade. A aparente contradição entre os dados se explica, segundo Bayard Gontijo, presidente da companhia, pelo enorme esforço na transformação operacional da empresa e pelo foco em seus projetos estratégicos.

Dos investimentos realizados no trimestre, 88% foram destinados à evolução das redes. “Com esse foco, temos melhorado substancialmente a velocidade nas redes e a experiência do usuário”, registrou Bayard, lembrando que a participação das conexões a partir de 5 Mbps aumentou de 11,6% para 54,5%, no ano. Já as conexões acima de 10 Mbps passaram de 6,8% para 26,6% no mesmo período. Nas adições brutas, 74,5% são de velocidade superior a 5 Mbps e 52,1% possuem velocidade superior a 10 Mbps.

Oportunidade

“O mercado acreditava que a piora no cenário macroeconômico e a tendência de crescimento dos dados iriam prejudicar principalmente a Oi, e não foi isso que aconteceu”, disse Gontijo. “Essa é uma visão errada”, ponderou, destacando que a estratégia de simplificar as ofertas e agregar novos serviços permitiu à receita de dados crescer 51% no período. “Dados são uma oportunidade para a Oi”, destacou. E esse crescimento se refletiu num aumento da receita média mensal por usuário tanto no segmento residencial (onde a TV paga agregou + 4,7%), como no segmento de mobilidade.

Apesar da redução da receita total no pré-pago, cuja base encolheu 2,6% no ano, a receita da internet móvel nesse segmento aumentou 43,1%. Já a base de clientes pós-pagos aumentou 3,2% no ano (mais caiu no trimestre 1,1%), com elevação do Arpu. Excluídas as receitas de interconexão, o Arpu móvel cresceu 7%.

Da receita de dados na mobilidade, de R$ 709 milhões, 59% foram obtidos nas redes 3G e 4G. Em relação ao tráfego móvel, 67% passaram pela rede 3G.

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