Portugal Telecom e BNDES tornam-se os maiores acionistas individuais da Oi


A Oi publicou hoje (29)  novo prospecto na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) com os resultados da oferta pública de ações, informando que arrecadou R$ 8,25 bilhões apenas com a venda de papéis. A partir desta terça-feira (29) e até 30 dias, o banco BTG Pactual, que coordenou a operação, está autorizado a ampliar a oferta em até 15% de ações suplementares, a seu critério.

Ou seja, poderão ser lançadas mais 862.662.895 ações, sendo até 287.554.298 ações ordinárias e até 575.108.597 ações preferenciais, incluindo ações sob a forma de ADSs, representadas por ADRs, a serem emitidas pela companhia, nas mesmas condições e ao mesmo preço das ações inicialmente ofertada. Os papéis ON foram precificados ontem em R$ 2,17 e os PN em R$ 2.

Com a oferta bilionária, a Portugal Telecom ficou com  33,63% do capital da companhia. O segundo maior acionista passou a ser o fundo FIA, gerido pelo BTG Pactual e com participação direta de 6,45% na empresa, onde estão presentes os atuais acionistas privados, como a Andrade Gutierrez, La Fonte (Jereissati), e fundos de pensão Previ, Petros.

O terceiro maior acionista da operadora passou a ser o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que ampliou sua fatia direta na Oi de 1,28 para 4,72%. Apesar de considerada um sucesso, a operação derrubou as ações da Oi, que fecharam o pregão com perdas de 10,54%, a R$ 2,12 nos papéis PN, acima do preço fixado ontem pela companhia.

A operação é um passo importante para a criação da CorpCo, empresa que será criada com a efetivação da fusão da Oi com a Portugal Telecom.

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