OCDE indica estímulo a TICs para América Latina seguir crescendo


A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgou um relatório sobre o contexto econômico latino-americano em que aponta para a necessidade da região usar sua força no comércio de matérias-primas para financiar uma mudança estrutural na economia no sentido do fortalecimento do setor de serviços. Neste processo, o investimento em TICs é fundamental, alerta a entidade. A migração da economia primária para terciária, indica o estudo, é priomordial para que os países da região continuem crescendo e melhorem o nível de desigualdade em relação a países desenvolvidos e mesmo internamente. 

“Vários programas de transferência de renda têm sido implementados na região, ajudando a diminuir a pobreza significativamente, mas não serão sustentáveis no longo prazo, ao menos que empregos de alto nível sejam criados”, afirma a OCDE no relatório.

Para alcançar o objetivo de estimular o setor de serviços e criar tais empregos, a organização argumenta que é necessário estabelecer uma base tecnológica forte e uma demanda alta, o que caracteriza uma estrutura produtiva altamente eficiente capaz de elevar a produtividade não apenas para algumas grandes empresas, mas para a economia como um todo.

Neste processo, devem surgir novos sujeitos econômicos, com incentivo da iniciativa privada e de ações governamentais. Entre os esforços que têm ocorrido na região está o impulso às start-ups tecnológicas, um esforço visto com bons olhos pela OCDE à medida que contribuírem para a criação de produtos e serviços intensivos em conhecimento. 

O Brasil está bem posicionado neste processo de estímulo às start-ups de acordo com o levantamento. Da lista de pré-requisitos necessários para uma estrutura dinâmica de start-ups, o Brasil tem quase todos instalados ou em processo de estruturação. Faltam ao país spin-offs de coporações e melhorar a agilidade na abertura e fechamento de empresas. Na América Latina, apenas o Chile estaria melhor posicionado para estimular as empresas nascentes de tecnologia da informação e comunicação. 

No entanto, toda a região, ainda está muito atrasada no número de registro de patentes e no investimento em pesquisa e desenvolvimento (P&D) e em nivel de produtividade – a produtividade do trabalho na região é um terço da registrada nos países em desenvolvimento da Ásia.

No caso do Brasil, o índice de produtividade relativa (em comparação à dos Estados Unidos de 2001 a 2010) é de apenas 11,7%, abaixo da média da América do Sul (12,1%) e muito abaixo da registrada nos países asiáticos em desenvolvimento (33,8%). O registro de patentes no país por milhão de habitantes equivale a 0,5, enquanto nos países asiáticos esse índice é de 17,2. 

O relatório divulgado durante o XXIII Ibero-American summit, realizado no Panamá no dia 18, aponta para uma estagnação da contribuição da região para o crescimento do PIB global, que se mantém entre 7% e 9% desde os anos 1990, enquanto o porcentual da Ásia dobrou no período. Além de TICs, a OCDE recomenda o investimento em logística e infraestrutura. 

 

 

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