O2 e Three podem vender capacidade e espectro para concluir fusão


Operadoras britânicas controladas por Telefónica e Hutchison Whampoa, respectivamente, dependem do aval de uma Comissão Europeia mais exigente para finalizar o negócio.

A fusão das operadoras britânicas de telefonia móvel O2 (da Telefónica) e Three (da Hutchison Whampoa) pode encontrar obstáculos na Comissão Europeia, e ser alvo de profundos condicionantes para que seja levada a cabo. Segundo a agência Reuters, fontes, não reveladas, da própria Three disseram que a empresa tenta salvar a transação oferecendo aos reguladores a possibilidade de vender a concorrentes capacidade de rede e parte das frequências detidas por ambas as teles.

A Hutchison propôs a compra à Telefórica por US$ 16 bilhões no começo do ano. O negócio formaria a maior operadora móvel do Reino Unido. Na semana passada, porém, os europeus demonstraram um recuo em aceitar a consolidação no mercado de telecomunicações no bloco, vetando outra fusão, na Dinamarca, entre Telenor e Telia Sonera.

O órgão antitruste da Comissão Europeia deve se pronunciar oficialmente sobre o acordo em 16 de outubro, quando dirá a extensão da análise que fará. Depois, deverá se debruçar por mais cinco meses sobre as condições para a compra possa ser concluída. A empresa criada pela união da O2 à Three teria metade do espectro de baixa frequência no Reino Unido e 37% do espetro disponível acima 1,8 Ghz.

Ao mesmo tempo, a Three possui acordos de compartilhamento de rede com a EE, hoje maior operadora móvel do país. A O2, por sua vez, tem contratos de aluguel de antenas com a Vodafone. A integração de ambas exigiria uma reformulação completa desses acordos, ou podem, também, suscitar problemas regulatórios. (Com agências internacionais)

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