O futuro, segundo a Alcatel-Lucent.


“A empresa terá de se recriar”, não cansa de repetir o principal executivo da subsidiária brasileira, Jonio Foigel, sobre a fusão. Ele está certo de que os problemas são menores do que o esperado mas, embora prevaleça a complementaridade, pelo menos no Brasil, algumas opções terão de ser feitas, por exemplo, em matéria de tecnologias. …

“A empresa terá de se recriar”, não cansa de repetir o principal executivo da subsidiária brasileira, Jonio Foigel, sobre a fusão. Ele está certo de que os problemas são menores do que o esperado mas, embora prevaleça a complementaridade, pelo menos no Brasil, algumas opções terão de ser feitas, por exemplo, em matéria de tecnologias. Mas, a seu ver, o remake não levará mais de três a seis meses e, em abril, a companhia estará totalmente unificada.

Na avaliação de Foigel, para as operadoras voltarem a investir, é preciso flexibilizar as exigências de qualidade que são obrigadas a cumprir, mais cabíveis para o primeiro mundo, pondera. Feito isso, raciocina, será possível reduzir seus gastos operacionais (opex), recuperar a rentabilidade e, então, voltar às compras. Onde vão gastar, está claro, para ele: os backbones estão lotados e, mesmo que essa infra-estrutura tenha sido alvo de fortes investimentos, esses vão continuar, porque o acesso e a permanência dos brasileiros na internet continuam crescendo a galope. Ainda pela mesma razão, o capex deve se direcionar para redes metropolitanas Ethernet e para backhaul.

O potencial do triple play

Os investimentos na oferta de serviços integrados de voz, dados e imagem vão ser direcionados para três camadas, segundo Jonio Foigel: estrutura de gerenciamento; casa do usuário (residência e/ou empresa); conteúdo. E podem ser da ordem de US$ 1 bilhão em dois a três anos. “Mas o que interessa à Alcatel-Lucent é toda a transformação da rede que será necessária, que poderá significar capex de outros US$ 1 bilhão, gastos  esses que devem vir antes dos demais”, analisa o executivo. As demandas da rede, explica ele, envolvem acesso – ADSL, WiMAX, GPON, fibra – redes IP para juntar tudo, empacotar e jogar na transmissão, provavelmente óptica, de maior capacidade.

Quanto à IPTV, mesmo que chegue primeiro aos domicílios, com jogos e entretenimento, sua receita, para valer, será produzida pelo segmento corporativo.

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