O embate do roaming permanente já começou


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Duas operadoras de celular – a Claro, que atua no Brasil e em toda a América latina – e a Verizon – presente no mercado norte-americano, já começaram a trava o embate do roaming permanente, uma das questões que terá que ser regulamentada com o advento da IoT – a Internet das Coisas.

Enquanto a norte-americana defende a sua implementação no Brasil, sob o argumento de que a maioria dos dispositivos da IoT não está vinculada a limites geográficos, a Claro é radicalmente contrária à liberação dessa forma de numeração.

A Verizon, em resposta à consulta pública do MCTIC sobre IoT,  afirma que o roaming permanente pode beneficiar os consumidores de vários países e seria importante que o Brasil “aproveite esta oportunidade para exercer a liderança na região, habilitando o roaming internacional permanente, de modo a proporcionar uma maior gama de benefícios de IOT / M2M dentro e fora do país”.

Claro

A Claro, por sua vez, alega que essa  permissão “refletiria em considerável inibidor de incentivo para os agentes da cadeia que atuam no Brasil, seja prestadores de serviços de telecomunicações, de serviços de valor agregados ou indústrias dos mais diversos segmentos, além da redução da arrecadação de tributos pelo Estado.”

No entender da Claro, a Anatel já teria proibido esse tipo de alternativa. O SindiTelebrasil argumenta também que os chips com numerações de outros países passam “ao largo da regulamentação nacional”. E as prestadoras que tivessem esse roaming permanente liberado não responderiam pelas práticas de eventuais ilíticos e haveria maior dificuldade de rastreamento dos usuários.

Academia

Mas a Academia não tem restrições a implementação dessa medida. Pelo menos uma das instituições que já respondeu ao questionário, a PUC Rio, através de seu departamento CETUC, defende a sua liberação no país, desde que seja comunicado previamente ao usuário, com esclarecimentos sobre eventuais limitações de suporte para essa opção.

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2 Comments

  1. 16 de Janeiro de 2017

    materia interessante!

  2. Gabriel
    18 de Janeiro de 2017

    A Verizon tem se mostrado bem favorável à redução da intervenção estatal nas questões do setor de telecom (foi a mesma atitude no assunto de outro artigo aqui no TeleSíntese). Uma empresa de sucesso, de um país desenvolvido, sabe o que é bom para o mercado e para sua própria prosperidade (afinal, empresa que não prospera vai à falência, e isso não beneficia consumidores).

    A Claro, por outro lado, é uma das que sempre se beneficiou por práticas corporativistas, em que é favorecida pelo Estado brasileiro, bem como age em cartel com outras operadoras de mesma mentalidade. Ela está mais preocupada com seu faturamento e com arrecadação de impostos do que com o desenvolvimento do país e satisfação dos consumidores.