O economista Marcos Ferrari é o novo presidente executivo do SindiTelebrasil


O economista Marcos Ferrari é o escolhido pelas cinco operadoras de telecomunicações – Algar Telecom, Claro, TIM, Oi e Vivo – para liderar a entidade patronal SindiTelebrasil e conseguir fazer avançar a pauta setorial, paralisada há vários anos.

Ferrari estava até pouco tempo no comando dos rumos da economia setorial do país. Ele ocupava a Secretaria de Planejamento e Assuntos Econômicos do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão no governo Temer e depois foi guindado para a diretoria de Governo e Infraestrutura do BNDES. Deixou o banco em fevereiro de 2019  e está acabando de cumprir a quarentena obrigatória, para assumir o novo posto.

O Tele.Síntese foi o primeiro veículo especializado a ter Ferrari como palestrante, quando ele, em 2016, como secretário adjunto da secretaria Econômica do Ministério do Planejamento já defendia as mudanças no Marco de Telecomunicações.

Disse ele no 46º Encontro Tele.Sìntese, em 2016:  “Entre os anos de 1994 a 2014 o serviço de telefonia cresceu 4% ao ano e chegou a 94% da população. A internet, de 2000 a 2014 aumentou apenas 2,6% ao ano e só chega a 42,7% da população. Precisamos fazer com a internet o que fizemos com a voz, pelo menos”.

De lá para cá, quase nada mudou no setor no que se refere ao atendimento da população de menor renda. As operadoras fixas e móveis continuam a ampliar a banda larga, mas para onde há retorno econômico. Ontem, o CETIC.br divulgou a pesquisa de TIC Domicílios 2018, a qual mostra que a internet  é acessada em 46,7 milhões de residências, mas 48% da população das classes DE não têm acesso à web, confirmando o grande fosso digital brasileiro.

Enquanto as maiores concessionárias de telefonia fixa local – Telefônica e Oi – continuam “queimando” dinheiro com as obrigações das concessões de telefonia as os ISPs avançam sobre suas costas, levando banda larga fixa para as pequenas cidades. Mas a falta de política pública de universalização dos serviços é patente.

Saída de Levy

Eduardo Levy, que ficou nove anos no posto, deixou o cargo em plena renovação do mandato e depois de um bem sucedido evento da entidade, em maio deste ano. Comenta-se no mercado que a sua saída foi precipitada pelos conflitos que criou com dirigentes da Anatel.

Quem é Ferrari

Marcos Ferrari foi Diretor de Governo e Infraestrutura do BNDES, é Doutor em Economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. É Professor do Instituto Federal do Espírito Santo, do qual foi Diretor de Pesquisa e Extensão. Desempenhou diversas funções públicas, no Estado do Espírito Santo, foi Diretor e Presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa e subsecretário de Ciência e Tecnologia. Exerceu os cargos de Chefe Adjunto da Assessoria Econômica do Ministério do Planejamento e Secretário Adjunto de Política Econômica do Ministério da Fazenda e, mais recentemente, o de Economista-Chefe e Secretário de Planejamento e Assuntos Econômicos do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão.

Presidente do Conselho de Administração da Caixa Econômica Federal no ano de 2016, também atuou como conselheiro da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), do PIS/PASEP, do Fundo de Desenvolvimento Social, da Comissão Interministerial de Projetos Transformadores, da ELETROPAR, da Ceron, da Amazonas Distribuição de Energia, da Amazonas Geração de Energia, da Terracap e da FINAME/BNDES.

Anterior Presidente da AT&T diz a Bolsonaro ter interesse na Oi, segundo jornal
Próximos Congresso derruba veto de Bolsonaro a lei sobre fake news

Sem comentários

Deixe o seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *