O desafio do Reino Unido é abandonar o pensamento analógico, alerta o ex-chefe da O2.


Ronan Dunne, que acaba de assumir o comando da norte-americana Verizon Wireless após dirigir a O2 por uma década, diz que para vencer a corrida da 5G o Reino Unido não pode construir a política do futuro com elementos da política do passado.

(Crédito: Shutterstock Toria)
(Crédito: Shutterstock Toria)

Para um dos mais respeitados executivos do setor de telecomunicações do Reino Unido, Ronan Dunne, que depois de uma década ocupando cargos de direção na O2 acaba de assumir o comando da Verizon Wireless, dos Estados Unidos, o desafio daquele país para não ficar atrás na corrida da 5G é abandonar o pensamento analógico. Essa é, em síntese, a mensagem que dirigiu aos reguladores e ao mercado em entrevista ao Financial Times, publicada no último domingo (18).

As considerações de Dunne, de que o Reino Unido trata de traçar sua política digital para o futuro com os instrumentos “da velha política industrial” ou com o pensamento analógico, ocorrem no momento em que o país debate sua nova Lei da Economia Digital (Digital Economy Bill), que se encontra em debate no Parlamento. A nova lei cobre os seguintes tópicos: acesso a serviços digitais; infraestrutura digital; pornografia online;propriedade intelectual; governo digital; Ofcom e outras regulações.

Na entrevista, ele lembrou que “nos primeiros dez anos da televisão era rádio em frente a câmera. Exatamente onde nós estamos nesta revolução digital. As pessoas estão adaptando a tecnologia para fazer o que elas sempre fizeram. A oportunidade é, a partir da base atual, reendereçar qual deveria ser a experiência, o processo. Aí estará o passo da mudança.”

Ele mencionou que será impossível, com o sistema [de licenciamento] e regras hoje existentes no Reino Unido, dar suporte às comunicações do futuro e às tecnologias das cidades inteligentes. Como exemplo, disse que a rede 5G só em Londres vai exigir a instalação de 500 mil pequenas antenas de telefonia móvel para suportar a conectividade. (Com noticiário internacional)

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