O cartão telefônico do orelhão vai deixar de existir. Vem aí o calling card?


A Anatel lançou consulta pública e vai realizar audiência pública em Brasília no próximo dia 11,quarta-feira, sobre a proposta de Substituição do Meio de Pagamento Básico dos Telefones de Uso Público (TUP) apresentadas pelas concessionárias do STFC”. Um nome longo para uma única pergunta: o que deve substituir o cartão indutivo hoje usado? Na verdade, se alguém pensava que poderia haver inúmeras opões para o pagamento das ligações feitas pelos TUPs (Terminal de Uso Público), com ficha, cartão de crédito (opção inviável, por ser ser caríssima a mídia), ou mesmo o retorno das moedas. Bem, não é isso que está na mesa. As cinco concessionárias (Oi, Telefônica Vivo, Embratel, Sercomtel e Algar Telecom) apresentaram como proposta para substituir os cartões indutivos pelo calling card. Ou o cartão virtual.

A Anatel lançou consulta pública e vai realizar audiência pública em Brasília no próximo dia 11,quarta-feira, sobre  a proposta de “Substituição do Meio de Pagamento Básico dos Telefones de Uso Público (TUP) apresentadas pelas concessionárias do STFC”.  Um nome longo para uma única pergunta: o que deve substituir o cartão indutivo hoje usado? Na verdade, se alguém pensava que poderia haver inúmeras opões para o pagamento das ligações feitas pelos TUPs (Terminal de Uso Público), como ficha, cartão de crédito (opção inviável, por ser ser caríssima a mídia), ou mesmo o retorno das moedas. Bem não é isso que está na mesa. As cinco concessionárias (Oi, Telefônica Vivo, Embratel, Sercomtel e Algar Telecom) apresentaram como proposta para substituir os cartões indutivos pelo calling card. Ou o cartão virtual.

Mas porque substituir os atuais cartões? Tecnologia consagrada, há mais de 20 anos no mercado? Porque esta tecnologia parou no passado, tem problemas de tarifação, e simplesmente, devido ao reduzido número de ligações hoje feitas nos orelhões, não atrai mais empresas para fabricá-lo.

Os argumentos das concessionárias em favor desta alternativa são muitos: o Calling Card permite uma cobrança por minutos e não por créditos, beneficiando o usuário que passa a saber quanto gasta por ligação;  O preço do cartão vem estampado na face. O fato do cartão ser impresso em reais facilita o entendimento do valor cobrado,  a disponibilidade do TUP será maior devido a simplicidade da eletrônica para o novo meio de pagamento, reduzindo alguns problemas no aparelho;  Possibilidade da compra de Cartão físico ou apenas um código (PIN Virtual) com instruções de uso, o que melhora a distribuição deste meio de pagamento em relação ao atual; O Calling Card ocupa o mesmo espaço na carteira do cidadão (Fácil de guardar e transportar); O Calling Card não necessita de leitora instalada no aparelho (menor risco de indisponibilidade ao usuário).

Não há, porém,  no documento a ser debatido na audiência pública, nenhum problema levado em consideração quando se analisa  esta solução. O que não deixa de ser preocupante.

Analistas apontam, porém, que um  dos problemas certamente é o fato de o usuário ter que digitar uma montanha de números para poder ter acesso aos créditos. Outro problema, talvez o mais grave, é saber como este número PIN será comercializado nos pequenos vilarejos, florestas e rincões onde deverão permanecer estes orelhões. Hoje, que tem acesso ao código PIN somente é aquele que tem conta bancária. E na localidade onde tem que estar o orelhão, de 100 habitantes  ou seja 25 casas no máximo, é preciso perguntar como o usuário poderá comprar este crédito. Neste vilarejo não tem banco, correios nem padaria para dar acesso ao crédito, e como assegurar a universalização?. Com a palavra a a sociedade e a Anatel.

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