O cabo submarino do Google, Algar Telecom, Angola Cables e Antel vai consumir cerca de US$ 400 milhões


O consórcio, que vai construir um cabo submarino a ligar Santos, Fortaleza a Boca Raton (EUA), prevê o compartilhamento de infraestrutura, de investimentos mas deixa para cada empresa o modelo de negócio. O Google, por exemplo, irá usar a rede para diminuir seus custos de conectividade.

O consórcio entre o Google, Algar Telecom, Antel e Angola Cables para a construção de um cabo submarino que vai ligar as cidades de Santos e Fortaleza, no Brasil ,a Boca Raton, na Flórida, nos Estados Unidos,  irá partilhar os recursos e os investimentos, mas cada empresa tem liberdade para explorar de forma diferente a infraestrutura, explicaram hoje os principais executivos que participam do projeto, em coletiva durante o Futurecom 2014. Embora os empresário não tenham informado o valor exato dos investimentos, cada um vai contribuir com sua cota de fibra. A presidente da Antel, Carolina Cosse, informou que os investimentos previstos para o projeto serão de US$ 73 milhões, que incluem também a ligação do tronco Santos a Maldonado, no Uruguai. A Algar Telecom, ao comunicar a parceria ao mercado brasileiro na semana passada, informou que iria investir mais US$ 60 milhões. Antonio Nunes, CEO da Angola Cables, por sua vez, disse, durante a coletiva, que o investimento da operadora neste consórcio será de US$ 110 milhões, para dois pares de fibra óptica. O Google também colocará dois pares de fibra óptica neste cabo, o que significa  que também deverá investir US$ 110 milhões ou um pouco mais. O Google é a única empresa que não revelou a sua cota de investimentos.

Conforme  Cristian Ramos, gerente de parceria de infraestrutura de internet para  América Latina do Google, a participação da empresa neste projeto visa a  redução de  seus custos de comunicação e não vender capacidade para terceiros. Já Divino  Sebastião de Sousa , CEO da operadora brasileira informa que este hube internacional será usado pela empresa para atender ao mercado brasileiro. Da mesma forma, os representantes das operadoras uruguaia e angolana irão estarão focados em atender os seus próprios mercados.  Conforme a presidenta da Antel, apenas cinco provedores chegam à América do Sul e são responsáveis por 70% do tráfego de dados da região.  “Este cabo é uma peça chave na estratégica global da empresa pois já há um tráfego muito alto de dados entre o Brasil e o resto do mundo”, reforçou Ramos.

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