O Brasil precisa desenvolver serviços para a baixa renda


O grande desafio que se coloca para o Brasil é desenvolver modelos de negócios para atender à base da pirâmide, onde estão bilhões de pessoas que representam um PIB de US$ 5 trilhões. “Para desenvolver serviços digitais para a população de baixa renda, não vamos poder tropicalizar modelos de países desenvolvidos. Nesse mercado, essa lógica …

O grande desafio que se coloca para o Brasil é desenvolver modelos de negócios para atender à base da pirâmide, onde estão bilhões de pessoas que representam um PIB de US$ 5 trilhões. “Para desenvolver serviços digitais para a população de baixa renda, não vamos poder tropicalizar modelos de países desenvolvidos. Nesse mercado, essa lógica não funciona. Vamos ter de criar modelos de negócios, e podemos até ser exportadores desses modelos para outros países com perfil parecido com o nosso”, disse Pedro Ripper, presidente da Cisco no Brasil, um dos expositores da mesa-redonda “Conteúdo Multimídia e Serviços Digitais”, tema dos debates de hoje da 52º Painel Telebrasil, que se realiza na Costa do Sauípe.

Na avaliação de Ripper, o país deu um grande passo ao criar as condições para colocar infra-estrutura de banda larga em todos os municípios brasileiros, até 2010. “Agora, temos que criar modelos para construir a banda larga dentro das pequenas cidades e desenvolver serviços adequados ao bolso do cliente”, afirmou.

Como exemplos de modelos de negócio para a base da pirâmide, Ripper citou a operadora celular Smart, das Filipinas, que só fornece serviço para as classes populares e tem mais da metade de sua receita proveniente da área de dados e Ebitda (resultados antes do lucro, juros, amortização e depreciação) ou a China Móbile, que no ano passado movimentou 500 bilhões de SMS – 1.300 por usuário — que geraram um faturamento US$ 16,8 bilhões.

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