Número de pessoas sem internet supera o de conectados, diz UIT


Mais de três bilhões de pessoas já têm acesso à internet em todo o mundo e o crescimento da tecnologia da informação e comunicação (TIC) permanece crescente em quase todos os países do mundo, segundo o relatório anual da União Internacional de Telecomunicações (UIT). O crescimento previsto para 2014 é de 6,6% (3,3% em países desenvolvidos, 8,7% para os países em desenvolvimento), mas o número de pessoas sem acesso é ainda significativo, maior do que a da população conectada, de 4,3 bilhões. Dessas, 90% vivem em países em desenvolvimento.

Nos 42 Países Menos Conectados (PMC) do mundo, onde 2,5 bilhões de pessoas vivem, o acesso às TIC permanece inatingível, especialmente para as muitas pessoas em suas áreas rurais, aponta o relatório. Entre os 166 países avaliados, Dinamarca agora ocupa o primeiro lugar no Índice de Desenvolvimento de TIC (IDT) este ano, índice que classifica os países de acordo com seu nível de acesso, uso e conhecimento de TIC. A República da Coreia é o segundo. O Brasil subiu dois pontos e assumiu o 65ª posição, abaixo do Uruguai (48º lugar), Chile (56º) e Argentina (59º), entre os países da América do Sul.

De acordo com o relatório, no final deste ano, quase 44% de todas as famílias em todo o mundo terão acesso à Internet, em comparação com 40% no último e 30% em 2010. Nos países desenvolvidos, 78% das famílias têm agora acesso à Internet, em comparação com 31% nos países em desenvolvimento e apenas 5% nos 48 países menos desenvolvidos da Organização das Nações Unidas.

O documento avalia que os preços da banda larga continuarão a cair, constatando que, durante os cinco anos entre 2008 e 2013, os preços da banda larga fixa caíram 70% em todo o mundo. Enquanto que, durante o mesmo período, a velocidade básica de banda larga passou de 256 Kbps a 1 Mbps.

Para a UIT, os países em desenvolvimento têm experimentado o maior declínio nos preços como os preços internos caíram em 20% a cada ano. No entanto, o relatório confirma que na maioria dos países em desenvolvimento, o custo de uma assinatura de banda larga fixa continua a representar mais de 5% do rendimento nacional bruto per capita, o objetivo da acessibilidade fixado pela Organização das Nações Unidas. Também determina que a banda larga móvel seja seis vezes mais acessíveis nos países desenvolvidos do que nos países em desenvolvimento. O relatório observa que a concorrência na regulação do mercado e das TIC, de acordo com as melhores práticas são os principais componentes que produzem serviços de TIC acessíveis.

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