Número de PCs no mundo chegará a 1 bilhão em 2008


O número de computadores pessoais (PCs) no mundo superará pela primeira vez na história a barreira do bilhão até o fim de 2008, prevê o relatório da Forrester, divulgado nos Estados Unidos. E a indústria, que cresce a um passo de mais de 12% ao ano, venderá seu segundo bilhão até 2015, de acordo com …

O número de computadores pessoais (PCs) no mundo superará pela primeira vez na história a barreira do bilhão até o fim de 2008, prevê o relatório da Forrester, divulgado nos Estados Unidos. E a indústria, que cresce a um passo de mais de 12% ao ano, venderá seu segundo bilhão até 2015, de acordo com os dados da consultoria e companhia de pesquisas .

"Foi necessário mais de um quarto de século (desde a criação do PC, nos anos 70) para alcançar o primeiro bilhão de usuários", diz a pesquisa. Mas com o avanço tecnológico, preços mais baixos e demanda global de uma população cada vez mais interessada em tecnologia, levará apenas sete anos para alcançar um bilhão adicional, revelou o estudo.

Emergentes

Os países emergentes, entre eles o Brasil, receberam atenção especial no documento, porque é deles que virão as grandes oportunidades de mercado para empresas de tecnologia. Até 2015, Brasil, Rússia, Índia e China comprarão 775 milhões de PCs, estima a empresa.

"A indústria pode sobreviver vendendo apenas equipamentos e programas adicionais a pessoas que já têm tecnologia em suas vidas, mas a grande maioria do crescimento na indústria de PCs e produtos afins virá dos mercados emergentes", disse em comunicado à imprensa o diretor de Pesquisas da Forrester, Simon Yates.

De acordo com Yates, no longo prazo, nada é mais importante para a indústria que a
capacidade de prover tecnologia relevante, acessível e barata a bilhões de pessoas que nunca estiveram expostas a ela. “Hoje, programas como o que pretende criar o laptop de US$ 100 são o que  chamamos de força motriz que no futuro alimentará a produção e o consumo de Pcs”, completou.

Cinco milhões de laptops a baixo custo, denominados XO, serão distribuídos a nações em desenvolvimento a partir de meados deste ano, entre as quais estão o Brasil, a Argentina e o Uruguai.

Risco

Simon Yates alertou que a própria dinâmica dos mercados emergentes trará riscos para a indústria da tecnologia. Os fornecedores não poderão, por exemplo, se dar ao luxo de introduzir produtos em pequena escala para testar a sua receptividade, porque as economias requerem produtos mais baratos, e portanto, operações de larga escala e maior risco.

"O maior desafio será adaptar a escala de produção a um volume suficientemente grande para reduzir os preços e alcançar critérios de acessibilidade, planejando e executando operações em mercados que ninguém conhece bem ainda", frisou. Além disso, o diretor afirmou, "podemos assumir que os tempos de uso (das novas tecnologias) serão mais longos nos mercados emergentes".

Na opinião de Yates, fornecedores acostumados com mercados mais maduros, onde o tempo de vida da tecnologia é entre quatro e cinco anos, precisarão entender  como trabalhar nos mercados emergentes. "Com menos mercado de substituição de PCs, eles terão de adaptar sua escala de produção às novas regiões consumidoras", disse o especialista.  (Fonte: BBC Brasil)

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