Número de brasileiros que utilizam dados no celular cresceu 11% em um ano


 

Os usuários de telefonia móvel no Brasil cada vez utilizam mais dados, de acordo com uma pequisa da Nokia Siemens Networks (NSN). O número de heavy users (como a NSN classifica os usuários de dados em celulares) no país saltou 11%, e alcançaram 57% do total. No mundo, os usuários de dados móveis representam 64% do total. A função dos dispositivos móveis para os usuários locais, apontou o levantamento, está cada vez mais relacionada com a conexão à internet: 27% querem o aparelho para se conectar a internet ou ficar online, ante 19% em 2011. Em verdade, três entre quatro acessos à internet no Brasil são feitos de smartphones ou tablet.

A pesquisa mostrou ainda que 61% dos usuários brasileiros utilizam o celular como principal telefone dentro e fora de casa (contra 54% em 2011); 30% veem no aparelho uma diversão (contra 26% em 2011); 27% o utilizam para conversas regulares fora de casa (32% em 2011); 10% usam o celular para conversas ocasionais fora de casa (11% em 2011) e 2% utilizam o celular por outros motivos (3% em 2011).

Trinta e seis por cento dos usuários brasileios usam planos com tarifas fixas (29% em 2011); 80% têm pacotes pré-pagos; e 49% contratam planos adicionais. O gasto médio de pacotes voz e dados é de R$ 96,00 e, para somente os que têm conexões de dados, com tablets e modem, é de R$ 51,00.

Qualidade e retenção de clientes

O levantamento também aponta a preocupação do brasileiro em relação à qualidade do serviço, sendo este o principal fator para manutenção do serviço em uma operadora: 41% dos entrevistados permanecem em determinada operadora pela qualidade da rede e dos serviços, 33% pelo preço e tarifas, 16% pelo atendiento e 10% pelos serviços oferecidos e aparelhos disponíveis em seu portfólio.

Mundialmente, a categoria de preço e cobrança é a mais importante apontada pelo estudo para retenção de clientes em uma operadora. Já no Brasil, rede e qualidade de serviço são considerados os requisitos principais com 41%, um aumento de 3% em relação a 2011 e 5% em relação a 2010.

“Qualidade de voz, cobertura de rede, mensagens e internet compõem o pacote de maior importância na retenção de clientes. Em outros mercados com essa realidade, as operadoras optaram por investir em cobertura indoor, rede de dados e estabilidade das chamadas de voz”, afirma Ricardo Silva, diretor de Marketing Global da  Nokia Siemens Networks.

Globalmente, a probabilidade de churn (troca de operadora) durante o ano passado foi de 42%. No Brasil, esta porcentagem foi de 52% (47% em 2011). A NSN credita às políticas implementadas pela Anatel, que criaram um ambiente favorável à portabilidade, além da grande competitividade no setor e a crescente demanda dos usuários por conectividade este índice acima da média global.

Mudança de operadora

A pesquisa identificou também os principais fatores que levam os usuários a mudar de operadora: interesse na promoção oferecida pela concorrente; baixo custo dos serviços; quando amigos, parentes ou conhecidos mudaram de operadora; atendimento insatisfatório; altos preços dos pacotes e condições dos contratos; participação em programas de fidelidade; ou melhor cobertura da rede de dados da concorrente.

Do total de entrevistados, 31% já mudaram de operadora pelo menos uma vez; 20% mudaram duas vezes; 9% mudaram três vezes; 5% mudaram quatro vezes ou mais. Mais de um terço dos entrevistados (34%) nunca trocou de operadora e nem se interessou por ter um SIM card adicional. O grande motivo que leva um usuário a ser cliente de mais de uma operadora foi destacado por 50% dos entrevistados por ser menos oneroso para falar com familiares, amigos e conhecidos de outras operadoras, o que demonstra o impacto do fator “clube” no mercado nacional, um dos motivos para que a Anatel trabalhasse fortemente no aumento da competição por meio do Plano Geral de Metas de Competição (PGMC).

Pesquisa

A Nokia Siemens Networks, provedora global de serviços de telecomunicações, realizou a pesquisa em nove países (mercados maduros, em transição e emergentes) e entrevistou 8,7 mil clientes de telefonia móvel, para avaliar a aquisição e eetenção de clientes no setor.

O estudo dedicado ao Brasil aconteceu no período de 28 de novembro a 7 de dezembro de 2012 e contou com uma amostra de 1.006 usuários de todas as operadoras nacionais, com idade entre 16 e 55 anos, das classes A a E, sendo 52% do sexo feminino. Não foram consideradas as promoções realizadas pelas operadoras no final do ano no estudo. De acordo com a International Communication Union – ITU (ICT Development Index – 2012), o Brasil é considerado um mercado em transição. (Da redação).

 

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