Número de acessos a apps financeiros cresceu 100% de 2017 a 2019


A quantidade de pessoas que recorrem a serviços financeiros via celular disparou nos últimos dois anos. Conforme o relatório da consultoria App Annie, a quantidade de acessos registrados em aplicativos de finanças (cartões, bancos, corretoras, fintechs) cresceu 100% entre 2017 e 2019. Foram mais de 1 trilhão de acessos registrados no ano passado.

O Brasil está entre os países de vanguarda neste quesito. O material traz um comparativo com China, Índia, Brasil, Estados Unidos, Coreia do Sul, Rússia, Indonésia, Japão, Alemanha, Reino Unidos, França e Canadá. Nesta ordem, tem-se o ranking de que população mais acessa.

Mas a diferença entre o consumo de apps financeiros por parte de chineses, indianos e brasileiros é gigantesca se comparada à dos canadenses, franceses, britânicos e japoneses, com se vê no gráfico abaixo.

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O gráfico indica que na China houve queda nos acessos, o que poderia estar relacionado ao aumento do controle sobre aplicativos do tipo e da regulação de criptomoedas. Na Índia e no Brasil, a expansão vem na esteira da inclusão bancária promovida por fintechs e programas de fidelidade. Na média, os acessos mensais a apps de fintechs cresceram 20% no mundo, estima a consultoria, graças a uma experiência de uso simplificada.

“Uma boa experiência móvel pode fazer com que negociar ações ou transferir dinheiro seja tão divertido quanto subir de nível em um jogo ou tão viciante quanto mídias sociais”, alerta o relatório. No Brasil, tanto os acessos mensais de bancos, quanto de fintechs, cresceram. Mais destas, enquanto os primeiros expandiram em cerca de 25%, aquelas ampliaram em mais de 60%.

A proporção de acesso semanal carteiras digitais de fintechs ainda não supera, porém, a dos bancos. Embora tenham crescido mais, as ferramentas dos bancos tem ao menos um terço mais acessos que as fintechs.

Ainda assim, foram essas novas empresas do mercado financeiro que concentraram o downloads em 2019. No Brasil, o app de finanças mais baixado foi da Nubank. Foi seguido pelo programas do FGTS, PicPay, Caixa e Mercado Pago.

No e-commerce, fenômeno similar

Quando o assunto é o varejo digital, o uso do celular segue a mesma tendência das finanças. Cada vez mais as pessoas recorrem ao smartphone para pesquisar preços, comparar produtos, efetuar a compra e se beneficiar dos programas de fidelidade. O Brasil, novamente, figura entre os três mercado, de uma análise que considerou 12 países, onde o e-commerce a partir de apps mais cresceu. O aumento do tempo gasto em aplicativos de compras ampliou-se em quase 40%. Só na Índia e na Indonésia a expansão foi superior.

A consultoria identificou uma forte correlação entre o tempo gasto no aplicativo de comércio eletrônico e as vendas. Quanto maior o tempo dentro da loja, mais provável será a compra.

A App Annie mostra que as empresas tradicionais do varejo estão se mexendo para evitar perder o mercado para as empresas digitais. Houve um avanço no uso de apps das varejistas com lojas físicas, em detrimento de varejistas unicamente eletrônicas – embora os acessos destes últimos ainda sejam 3,2x mais altos. No Brasil, os acessos a lojas digitais de varejistas tradicionais superou, em 2019, por pouco, o das lojas unicamente digitais.

No ranking dos apps de varejo online mais baixados ano passado no país, o campeão foi o Mercado Livre. Ficou à frente das Americanas, Magazine Luiza, AliExpress e Wish.

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