Nubank é o banco digital mais bem avaliado do país


O banco digital Nubank foi considerado o melhor banco brasileiro em 2019, seguido do Inter e Neon, segundo o relatório A Revolução dos Bancos Digitais 2020, elaborado pelo Boost Lab, hub de negócio do BTGPactual, em parceria com a aceleradora ACE. Porém, a confiança dos brasileiros nos bancos tradicionais ainda é alta, 63%.

De acordo com o estudo, os cinco maiores bancos brasileiros detinham 85% do mercado de crédito e 84% dos depósitos totais, em 2018. “Os bancos tradicionais ainda dominam o mercado”, explica Pedro Carneiro, especialista em venture capital da ACE. Só o Bradesco conta atualmente com cerca de 100 milhões de clientes, enquanto o Nubank tem aproximadamente 20 milhões. Colocar o cliente no centro das operações, no entanto, tornou os bancos digitais concorrentes de peso dos grandes bancos.

O relatório aponta que as transações bancárias no país realizadas por canais digitais – incluindo app e canais digitais de bancos tradicionais – aumentaram 33% no ano passado – em  2018 somavam 6,9 milhões – enquanto as  as transações via dispositivos móveis cresceram 76% no mesmo período.

Para Frederico Pompeu, sócio do BTG Pactual e responsável pelo Boost Lab, o principal objetivo do programa do BTG Pactual é fazer negócios com as startups que encontram-se em nível avançado. “Nossa ideia é ser o Silicon Valley delas dentro do Brasil”, explica. A iniciativa apoia empreendedores a partir da criação de projetos e pilotos com o banco, seus fornecedores, parceiros e clientes. As empresas recebem mentorias de sócios e membros do conselho do BTG Pactual, executivos de destaque do mercado e da rede global ACE.

Para Rogério Karp Macedo, executivo do BTGPactual Digital, a forma de controlar o custo de aquisição de cliente (CAC), ainda muito variável, é motivo de atenção. Em um cenário de funding barato e taxas de juros baixas, o grande desafio agora é saber o número de clientes efetivamente ativos e seu nível de engajamento para que os bancos digitais possam monetizar os serviços. As principais fontes de renda desses bancos são a cobrança de pequenas taxas sobre alguns serviços, aplicações em investimento e crédito.

“Em se tratando de banco digital, a predominância de clientes se dá muito mais pela familiaridade com a tecnologia do que pelo nível da classe social”, explica Pedro Waengertner, CEO da ACE. Segundo ele, o cliente hoje costuma levantar o preço dos serviços oferecidos pelos bancos digitais, seguindo os mesmos critérios aplicados na escolha de serviços de transporte, como Uber ou 99”, diz.

Na opinião de especialistas, o banco que entender melhor o perfil do cliente terá condições de oferecer mais serviços e, consequentemente, aumentar a sua aderência junto ao público. Para analistas, ao lançar mão de ferramentas de Inteligência Artificial, a tendência será a personalização cada vez maior das ofertas de produtos.

O estudo aponta ainda que o público desbancarizado tem movimentado mais de R$ 800 bilhões por ano no Brasil. 68% deles contam com acesso à internet e 23 milhões encontram-se na faixa de 16 a 34 anos. De acordo com a pesquisa, 32% do público jovem, entre 18 e 35 anos, utiliza cartões de bancos digitais ou fintechs e apresenta baixo índice de fidelidade com as instituições bancárias, mudando de banco 2,5 vezes mais do que as gerações anteriores.

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