NTT Docomo não vai disputar leilão da banda H


Líder no mercado móvel no Japão, com 55,43 milhões de assinantes (50,1% de market share), a NTT Docomo está no momento mais focada em desenvolver suas atividades no Sudeste asiático, investindo em países como a Índia. “O Brasil, embora seja um país atraente, está muito distante”, afirmou ao Tele.Síntese o executivo Harunari Futatsugi, vice-presidente da …

Líder no mercado móvel no Japão, com 55,43 milhões de assinantes (50,1% de market share), a NTT Docomo está no momento mais focada em desenvolver suas atividades no Sudeste asiático, investindo em países como a Índia. “O Brasil, embora seja um país atraente, está muito distante”, afirmou ao Tele.Síntese o executivo Harunari Futatsugi, vice-presidente da NTT Docomo, ao ser perguntado sobre um possível interesse da operadora em disputar o leilão da banda H que será realizado pela Anatel. Ele veio ao Brasil participar de um workshop organizado em conjunto pelos ministérios das comunicações do Brasil e do Japão para discutir o desenvolvimento da banda larga e a troca de experiência entre os dois países. “Não sabemos como será o futuro e queremos aproveitar esta oportunidade (o workshop) para entender se há uma maneira de a empresa desenvolver negócios no Brasil, mas por meio de uma fabricante, como retaguarda, não como forma de participação no capital”, acrescentou. Em relação a banda H, afirmou que desconhece qualquer discussão interna sobre o assunto.

Avanços na LTE

Após dois anos testando as funcionalidades da LTE, a NTT Docomo está na etapa final para lançar o serviço comercialmente. As experiências estão sendo realizadas em três cidades japonesas: em Supporo, localizada ao Norte; em Kofu, no centro do país, e em Yokosuda, ao redor de Tokyo. Segundo Harunari Futatsugi, os testes em campo estão na fase final. Confirmada a capacidade da tecnologia, o serviço será lançado comercialmente em dezembro deste ano, inicialmente nas cidades de Tokyo, Osaka e Nagoia.

O executivo destacou que ainda há limitações físicas nos terminais, uma delas nos circuitos integrados, que estão sendo discutidas com os fabricantes. “Precisamos miniaturizar os circuitos integrados em forma de semicondutores. Superadas essas dificuldades a NTT Docomo passa da 3G para a LTE”, explicou.

Além da NTT Docomo, o mercado de telefonia celular no Japão é disputado por duas outras concorrentes: a KDDI, com 31,39 milhões de assinantes (28,4% do mercado) – e que seria outra interessada no leilão da banda H –, pela Softbank, com 21,66 milhões de usuários (19,6%) e pela Emobile, com 2,12 milhões de clientes (1,9% do mercado). Os dados de participação de mercado são de dezembro de 2009.

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