Novos modelos de negócios na web terão foco na segurança, prevê Microsoft.


Preocupações com segurança, respeito à privacidade e controle dos dados dos usuários devem balizar as discussões sobre novos modelos de negócios dos provedores de internet nos próximos cinco anos. É o que prevê o diretor-geral de publicidade da Microsoft, Marcos Swarowsky, para evolução da comunicação e a utilização de aplicações na web. Ele acredita que a tendência será o usuário informar espontaneamente suas preferências de conteúdo, ao invés da adoção de sistemas de captura utilizados atualmente.

Outra tendência apontada por Swarowsky é a busca de informações sobre o usuário por meio das redes sociais, e não só por meio de links acessados, como é feita hoje. Ele disse que a Microsoft já tem um acordo com o Facebook nesse sentido e que tem resultado em conteúdos mais relevantes para os usuários dessa rede social.

Swarowsky participou nesta segunda-feira (12) do painel sobre as implicações relacionadas à privacidade na internet, na Futurecom, ao lado do representante da Yahoo!, Renato Pelissaro, do presidente da Abranet, Eduardo Parajo, e do diretor do NIC.br, Demi Getshcko, que coordenou os debates. Para Pelissaro, o respeito à privacidade convive com a publicidade dirigida na rede. O Yahoo! Usa a ferramenta de rastreamento de acesso dos usuários na internet, desenvolvida pela empresa inglesa Phorm, que já foi proibida em alguns países da Europa.

Já Eduardo Parajo entende que a segurança da internet depende do envolvimento de toda a cadeia, dos provedores, da indústria de software e hardware e dos usuários, que precisam ter maior atenção para as políticas de privacidade adotadas pelos portais. Ele disse que a Abranet está concluindo um código de meio/marketing, para garantir que o usuário tenha sempre a opção de desabilitar conteúdos oferecidos a ele.

Demi Getshcko acha que as discussões sobre o Marco Civil da Internet, que serão iniciadas na Câmara, e a guarda de dados trarão importantes contribuições para o desenvolvimento de modelos de negócios mais aderentes à expectativa de segurança dos internautas. Ele disse que é preferível buscar soluções por meio da autorregulamentação e da educação do usuário do que depender de leis. Além disso, defende a participação da indústria no desenvolvimento de filtros que garantam mais segurança à navegação. “A tecnologia precisa resolver os problemas que ela cria”, concluiu.

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