Novos domínios da internet aumentam os spams


Em janeiro de 2014, teve início o novo programa de registro de domínios primários, voltado para comunidades e tipos de organização específicos (.science ou .work), cujo principal diferencial é a opção de escolher o domínio de acordo com o tipo de atividade ou assunto do site. As novas extensões de domínio logo começaram a enviar spam publicitário, mensagens maliciosas e e-mails de phishing em massa, alerta a  Kaspersky Lab.

Em geral, os e-mails enviados pelos domínios .work incluíam diversas ofertas de trabalho, por exemplo, de serviços de manutenção para casas, construção ou instalação de equipamentos. Já as mensagens dos domínios .science continham anúncios de escolas que ofereciam educação à distância, centros de formação para enfermeiros, advogados criminais e outros profissionais.

“Ao analisar os tipos de spam dos novos domínios neste primeiro trimestre, um dos assuntos predominantes foi a oferta variados tipos de seguros: de vida, de saúde, de imóveis, carros, animais e funerários”, revela Tatyana Shcherbakova, analista senior.

Ao analisar o tráfego de e-mail no primeiro trimestre de 2015, especialistas da Kaspersky Lab observaram um aumento considerável no número de novos domínios que enviam spam.

Todas as mensagens maliciosas continham anexos com extensões .doc ou .xls que, quando abertos, executavam um script VBA. O script baixava e instalava no sistema outros programas maliciosos, como trojans Banker Cridex. Os seguintes vírus de macro foram detectados: Trojan-Downloader.MSExcel.Agent, Trojan-Downloader.MSWord.Agent, Trojan-Downloader.VBS.Agent.

Fontes de spam

Segundo os dados da Kaspersky Lab, a quantidade de spam detectada no tráfego de e-mail foi de 59,2%, seis pontos percentuais a menos que no trimestre anterior. Os e-mails indesejados diminuíram de forma gradativa de janeiro (61,68%) até março (56,14%).

A lista dos países que mais enviam spam é liderada pelos Estados Unidos, de onde saíram 14,5% deles, seguidos da Rússia, que mantém o segundo lugar com 7,27%, e da Ucrânia, com 5,56%. Na América Latina, a Argentina ocupa o 7º lugar (3,23%), o Brasil o 10º (2,78%) e o México o 16º (1,73%). ( assessoria de imprensa)

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