Novas operadoras de WiMAX só começam a prestar o serviço em 2010, diz Anatel.


 O superintendente de serviços privados da Anatel, Jarbas Valente, fez hoje um alerta aos investidores que apostam na tecnologia sem-fio WiMAX para ampliar a oferta de serviço banda larga no Brasil: na melhor das hipóteses, o processo licitatório da Anatel, se fosse iniciado no próximo mês, só iria ser concluído em agosto de 2009, e …

 O superintendente de serviços privados da Anatel, Jarbas Valente, fez hoje um alerta aos investidores que apostam na tecnologia sem-fio WiMAX para ampliar a oferta de serviço banda larga no Brasil: na melhor das hipóteses, o processo licitatório da Anatel, se fosse iniciado no próximo mês, só iria ser concluído em agosto de 2009, e os serviços só começariam a ser ofertados em agosto de 2010. “Sei que não estamos atuando na velocidade que o mercado, o governo, as operadoras e os usuários exigem”, reconheceu Valente, no 14º Encontro Tele.Síntese.

O prazo de um ano entre o lançamento da consulta pública do edital de venda das freqüências de 3,5 GHz até a assinatura dos termos de autorização  é o mínimo nessário, explicou Valente, para que o edital seja aprovado por todas as instâncias de governo – entre elas o Tribunal de Contas da União – até o seu lançamento ao mercado e a aquisição definitiva de freqüências. Depois de concluída a licitação, as operadoras irão demorar pelo menos um ano para montar a rede e iniciar a oferta de serviço para a população.

Segundo Valente, a proposta em estudo pela área técnica da agência, que precisa ser aprovada pelo conselho diretor, prevê a licitação de 100 MHz em blocos de tamanhos diferentes e com obrigações distintas – para atender aos grandes operadores, que poderiam ter até 30 MHz de banda- e contemplar também as pequenas e médias empresas. Mas salientou que, ao incorporar a mobilidade nesta faixa, o preço da freqüência terá que ser elevado.

Valente afirmou também que a agência pensa em destinar um pedaço desta faixa (talvez 5 MHz) para ser usada para projetos de inclusão digital, o que significa que esta freqüência passaria a não ter mais a obrigatoriedade de licenciamento, e por isso, poderia ser ocupada gratuitamente. 

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