Nova aquisição no radar da Minas Mais


A Minas Mais, empresa que opera no atacado, definiu a aquisição como forma de avançar no mercado. Formada em 2001, adquiriu recentemente a carteira de clientes de IP Trânsito e de Transporte de Dados da Nat Telecom, controlada pela Unotel. O negócio custou R$ 30 milhões, e envolveu não apenas o fornecimento de links aos ISPs associados a Unotel, como também outros provedores, que contrataram a Nat para o fornecimento de banda.

A iniciativa fez dobrar o faturamento e número de clientes da empresa, que hoje atende cerca 400 ISPs, segundo Bertolino Almeida, CEO da Minas Mais. “Já adquirimos a carteira de clientes e ativos de rede de quatro empresas, incluindo a Unotel. Mais uma aquisição está em negociação e deve ser concretizada ainda este ano”, diz.

O executivo não quis, porém, identificar qual provedor estaria no radar. Mas o potencial da compra, garante, é de ampliar novamente a receita e carteira em 60%. “Estamos atentos a novas aquisições com o objetivo de consolidar a Minas Mais Telecom como a maior operadora independente do país já no próximo ano”, frisa. 

A infraestrutura para o crescimento é um backbone que corta o país do Sul ao Nordeste. A rede, da parceira Eletronet, tem 16 mil quilômetros de fibra ótica e passa por 276 municípios (oito capitais), de 18 estados das regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste.

A maior fonte de receita, não divulgada, vem de Minas Gerais, Sergipe, Rio Grande do Norte e Maranhão. “Pretendemos em 2015 chegar ao estado do Espirito Santo”, diz Almeida. Em 2001, a empresa entrou no mercado como provedora de internet, vendendo banda larga no varejo. Em 2006, passou a atuar somente no atacado, como operadora de telecom independente, com todo o transporte de banda IP da empresa trafegando por infraestrutura exclusiva.

“Somos uma operadora de backbone de longa distância e utilizamos inclusive os serviços de algumas das principais operadoras para saída internacional. Queremos crescer ainda mais, com foco no fornecimento de transporte de dados e banda IP para os provedores e também agregando novos serviços à rede”, conclui o executivo. As saídas escolhidas são da ISA Internexa, pela Argentina, e da HighWinds, pelos EUA. Uma terceira saída, fornecida pela Kaia Global Networks, deve começar a ser usada já setembro. Será a chegada desta empresa ao país.

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