Norte e Nordeste vão receber R$ 1,08 bi para melhorar infraestrutura, diz MCTIC


Fundo fotografia desenhado por Creativeart - Freepik.com
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(*) atualizado às 22h do dia 17/09 para ajustar valores para o Nordeste

O Norte e o Nordeste devem receber investimentos iniciais de cerca de R$ 120 milhões para melhorar o acesso à internet banda  larga. São recursos voltados para a construção de infraestrutura de telecomunicações nessas regiões. Ao longo de três anos, a previsão é a aplicação de R$ 1 bilhão na Amazônia, ligando por conexão ótica Macapá (AP) a Tabatinga (AM), e  R$ 80 milhões em 42 cidades do Nordeste, segundo o secretário de Telecomunicações do MCTIC, Vitor Menezes.

Os investimentos são previstos nos programas Norte e Nordeste Conectado, tema de audiência pública realizada na Comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI) da Câmara dos Deputados. Os recursos serão aportados pelo MCTIC e pelos ministérios da Defesa e da Educação e ainda pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). No caso de Macapá, houve ainda uma emenda do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).

Ao levar internet de melhor qualidade para essas regiões, o MCTIC pretender oferecer serviços públicos digitais, estimular a concorrência para ofertar o serviço de internet, contribuir para diminuir a desigualdade e dar oportunidade de desenvolvimento local. Ainda neste ano, o secretário previu que deverá ser concluído o cinturão óptico de 900 km ligando a capital do Amapá à cidade de Santarém, no oeste do Pará.

No caso do Nordeste, acrescentou que essa região será contemplada com o projeto Pan Nordeste, ao custo de R$ 80 milhões para implantar infraestrutura em 42 cidades pólo. “No caso do Nordeste serão só recursos públicos, mas a operação utiliza recursos privados, porque há uma capacidade sobressalente, em que se faz uma chamada pública para que um operador privado faça a operação”, detalhou.

REDES FLUVIAL E ELÉTRICA

Na audiência, os expositores apresentaram que  o Norte Conectado é um programa que se propõe a levar rede de alta conectividade utilizando o leito da bacia amazônica. Já o Nordeste Conectado utiliza outra metodologia usando as redes de energia elétrica. Haverá também o uso de conectividade via satélite que permite o acesso à internet a 2 milhões de alunos de escolas públicas.

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