Normalização dos serviços da Oi em Salvador ainda sem data


O presidente da Oi, Luiz Eduardo Falco, disse que ainda não tem data definitiva para normalizar os serviços de telefonia fixa, móvel e banda larga na Bahia, prejudicados pelo incêndio que tomou conta do prédio central da empresa de telefonia no dia 21 de dezembro, em Itaigara, Salvador. “Foi muito feio o incêndio, mas acho que a gente conseguiu minimizar bem o impacto. Não conheço história das telecomunicações recuperação tão rápida de um incidente relativamente forte. A central era entroncamento de rede”, disse. Ele ainda não tem avaliação dos prejuízos causados pelo incidente.

Os transtornos causados pelo ‘caladão’ na capital baiana foram enormes. Muitas lojas ficaram impedidas de vender por cartão de crédito e débito em dias próximos ao Natal. Mais de 200 casas lotéricas saíram do ar quando deveriam ter aumento no movimento em função das apostas na Mega Sena da virada.

Falco reconhece os problemas. “Obviamente, no primeiro dia houve um impacto grande, mas foi diminuindo. Quem precisava de voz a gente atendeu com telefonia móvel, para quem precisava de banda larga a gente substituiu temporariamente com 3G, de forma que o acesso a gente garantiu no período do final de ano. E garantimos de uma maneira rápida e diligente”, disse.

PUBLICIDADE

– O problema é que em uma concessionária do tamanho da Oi não existe 100% de redundância capaz de absorver um acidente desse tipo. Existem muitos percentuais de redundâncias, o que nos permitiu agir rapidamente, substituindo fixo por móvel, banda larga por 3G. Muitas transmissões IPs nós roteamos para outras centrais. Não existe empresa de telecomunicações do mundo que tenha centrais de reservas esperando acontecer um problema desse tamanho. Então acho que nossa ação foi bem forte e rápida. Agora, isso só vai terminar quando a gente pegar esses acessos provisórios e voltar para os definitivos”, concluiu.

A Anatel informou que está acompanhando todas as ações da Oi e apurando o fato paralelamente. O Ministério Público da Bahia instaurou um inquérito civil para apurar o incêndio que atingiu o prédio central da Oi, em Salvador. Segundo a promotoria, “a medida foi adotada devido à dimensão dos problemas ocasionados aos consumidores pela suspensão e limitação dos serviços de telefonia e internet da Oi”.

Segundo a Oi, a telefonia móvel demorou poucas horas sem funcionamento após o incêndio. A parte de transmissão de dados demorou em torno de 24 horas. A telefonia fixa da região afetada foi transferida para outras centrais. “Agora nas proximidades da central incendiada, nós montamos outra”, informou a empresa.

Anterior Telcomp questiona lei mineira que exige discriminação de parcelas quitadas
Próximos PNBL deve ficar na Secretaria de Telecomunicações