No terceiro trimestre fiscal, Cisco cresce 73% no Brasil


Nos últimos nove meses a Cisco obteve crescimento de 40% em suas operações na América Latina, e de 73% no Brasil, no atual trimestre, o terceiro de seu ano fiscal. A empresa, que faturou globalmente US$ 34,9 bilhões em 2007, registrou, na América Latina, avanço de 44% em suas vendas para provedores de serviço, 43% …

Nos últimos nove meses a Cisco obteve crescimento de 40% em suas operações na América Latina, e de 73% no Brasil, no atual trimestre, o terceiro de seu ano fiscal. A empresa, que faturou globalmente US$ 34,9 bilhões em 2007, registrou, na América Latina, avanço de 44% em suas vendas para provedores de serviço, 43% no segmento de setor público e 28% no segmento corporativo, em uma comparação ano a ano.

 

Para Jaime Vallés Valdes, vice-presidente da Cisco para a América Latina, o alto crescimento do Brasil,  mesmo quando comparado aos demais países da região, se deve “principalmente ao real forte, ao crescimento da economia brasileira, e aos investimentos que as operadoras estão fazendo para se preparar para cobrir a demanda futura por telecomunicações”.

 

O executivo destacou que a penetração de banda larga na região ainda é muito baixa frente ao potencial da região, “o que gera grandes oportunidades de negócio para a Cisco, que recentemente determinou que o Brasil e o México, que estarão entre as dez maiores economias do mundo em 2025, serão prioridades para a empresa nos próximos anos”. Isso significa, explica Valdes, “que estes dois países receberão mais investimentos, como os feitos anteriormente na China e na Índia”.

 

Mudança de estratégia

 

Ele salienta uma mudança de estratégia da empresa, que está trabalhando para ampliar sua participação de mercado nas tecnologias de maior valor agregado, como comunicações unificadas, telepresença, e data centers, “que chegam a crescer 20 pontos percentuais a mais do que as tecnologias tradicionais, de routers e switches, nas quais já detemos mais de 70% do mercado latino americano”.

 

Outra mudança acontece na estratégia de venda por canais, com um foco maior nas pequenas e médias empresas (PMEs), segmento no qual a Cisco tem pouca tradição. “Recrutamos mais de 600 novos canais para PMEs, que contam com programas de certificação e distribuição especializados neste segmento”, explica Valdes. Ele avalia além das PMEs, o mercado mais promissor para a região este ano será o de colaboração em vídeo, segmento que está apresentando “crescimento explosivo”.

 

Persona

 

Alegando que o processo ainda corre em segredo de justiça, o executivo não comentou os desdobramentos da operação Persona, deflagrada pela Polícia e Receita Federal em outubro do ano passado por suposto sonegação tributária e fiscal beneficiando a Cisco, envolvendo a Mude, principal canal de vendas da empresa no Brasil. Valdes destacou no entanto que o modelo de revenda por canais “é mundial, e nossa estratégia, no Brasil e no mundo, vai continuar baseada em canais”.

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