No Brasil, Teles iniciam oferta de IPv6


Ainda falta empresas de telecom adaptarem seus sistemas corporativos para oferta de novo protocolo estar na prateleira. A estimativa do NIC.br é de que em cerca de dois anos o novo protocolo chegue ao usuário doméstico brasileiro. Entre as empresas mundias que se comprometeram a realizar a transição para o novo protocolo estão Google, Facebook e Yahoo, além de provedores de acesso.

 

O novo protocolo da internet – o IPv6 – foi lançado oficialmente no mundo nesta quarta-feira (6), mas todas as grandes empresas de telecomunicações do Brasil já começaram a usá-lo internamente e iniciaram a oferta para clientes de grande porte, de acordo com o NIC.br, um indício de que a transição do antigo protocolo, o IPv4, para o novo não deve ser tão longa.

 

Segundo o coordenador de projetos do NIC.b/CEPTRO.br, Antonio Moreiras, o fornecimento de pacotes de IPv6 ainda não é algo disponível nas prateleiras das empresas de telecomunicações porque faltam adaptações técnicas nos sistemas de controle corporativos e de suporte ao negócio, mas a oferta tem sido feita fora do sistema. “Atualmente os grandes provedores oferecem conctividade no IPv6, mas para isso utilizam um procedimento manual”, explica.

 

Apesar deste dado positivo, o coordenador de projetos do NIC.br acha difícil estimar quanto tempo levará para a transição completa para o novo protocolo. Por hora, das 1,2 mil redes de sistemas autônomos brasileiros, 700 já têm espaço de endereçamento novo. Ou seja, mais de 50% já requisitaram pacotes no novo protocolo, mas isso não quer dizer que os estejam usando plenamente.

 

Um dos maiores desafios da transição para o IPv6, no entanto, está na adoção pelo usuário doméstico, classficado por Moreiras como um caminho difícil, mas que deve ser transcorrido em um ou dois anos. “Primeiro os fornecedores se concentraram na parte central da rede de dados e agora voltam-se para os equipamentos da ponta, mas já com conhecimento adquirido.

 

No Brasil, ainda não há experiências neste sentido, mas empresas americanas já têm primeiras iniciativas. A T-Mobile, por exemplo, já ofereceu conectividade IPv6 para usuários de tecnologia móvel quando estes têm dispositivos compatíveis. Este processo ainda está sendo executado um a um, mas a operadora conta com um sistema para identificar os aparelhos e oferecer a conectividade no novo protocolo por padrão e afirmam querem adotar esta nova política para a mudança em breve.

 

Entre as empresas mundias que se comprometeram estão Google, Facebook e Yahoo. Há também provedores de acesso, como Comcast e ATT, dos Estados Unidos, Free, da França, e fabricantes de equipamentos de redes, como Cisco e D-Link.

 

O grau de dificuldade, o tempo e o custo de transição vai depender, na avaliação de Moreiras, da capacidade de planejamento das empresas. “O ideal é que comecem a pensar nisso logo para que a transição tenha um custo baixo”, aponta. Segundo ele, colocando a necessidade de migração na agenda, as empresas podem paulatinamente comprar equipamentos adequados à medida que forem feitas as substituições programadas”.

 

Para as empresas que optarem por migrar para o IPv6 agora, há duas escolhas, considerando que o IPv4 não exerga o IPv6 e vice-versa. A primeira delas é manter os sistemas rodando nos dois protocolos, paralelamente. A segunda é adotar tecnologia que possibilita aplicações interagirem tanto no protocolo atual como no IPv6.

 

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