No Brasil, operadoras móveis podem faturar mais de US$ 1 bilhão com conteúdo.


Em 2005, as receitas obtidas pelo mercado de serviços de conteúdos móveis totalizaram US$ 594,2 milhões em seis países da América Latina (Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México e Venezuela), valor 120,4% maior do que no ano anterior, mas que não representou mais de 1,5% do faturamento total das operadoras pesquisadas. Nessas empresas, havia 46,4 milhões …

Em 2005, as receitas obtidas pelo mercado de serviços de conteúdos móveis totalizaram US$ 594,2 milhões em seis países da América Latina (Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México e Venezuela), valor 120,4% maior do que no ano anterior, mas que não representou mais de 1,5% do faturamento total das operadoras pesquisadas. Nessas empresas, havia 46,4 milhões de usuários de serviços de conteúdo na região, 26% de toda a base de serviços móveis dos países analisados. As informações foram levantadas pela Frost&Sullivan para a Brasil Telecom. Sem surpresa, o principal segmento consumidor de conteúdos móveis são os jovens, que querem personalizar seus terminais com diferentes ringtones, MP3, proteções de tela e papéis de parede. Contudo, esse mercado ainda tem restrições tecnológicas, visto que a maioria dos aparelhos não tem capacidade para acessar todos os conteúdos, em especial vídeo e jogos. Limitações que não afetam música, em particular ringtones, nem informações, que não precisam de handsets avançados. Por isso mesmo, os dois são os conteúdos de maior penetração, portanto, os maiores geradores de receita.

Em 2005, nos seis países analisados, o faturamento de música foi de US$ 254,4 milhões, 42,8% do total obtido com conteúdos, enquanto o de informações gerou US$ 181 milhões, 30,5% do total. Os demais, que exigem terminais mais sofisticados, são subutilizados. O serviço de imagens produziu receita de US$ 80,9 milhões, 13,6% do total. Os jogos obtiveram US$ 53,5 milhões, e produziram 9% da receita. A menor fatia (4,1%) coube ao vídeo, com receita de US$ 24,4 milhões. Com a futura disponibilidade de terminais mais sofisticados, e a preços acessíveis, graças, inclusive, às promoções das operadoras, a procura por conteúdos de maior valor deve crescer, segundo estima a empresa de pesquisa. Nas suas projeções, o mercado de conteúdos móveis pode alcançar US$ 2,59 bilhões por volta de 2011, portanto com uma taxa composta de crescimento anual (CAGR) de 27,8%, de 2005 até lá. Por segmento, a expectativa é que a participação da música seja de 33,2%; a de jogos, 14,4%; a de imagens, 13,6%; vídeo, 9,5%; informações, 29,2%.

Música lidera, no Brasil.

No ano passado, a receita obtida pelas oito operadoras móveis com conteúdo foi de US$ 285 milhões, o equivalente a 48% do total faturado pelos seis países pesquisados pela Frost&Sullivan. Em dólares, aquele valor aumentou 135,6% em relação a 2004 (95,7% em reais), quando a receita totalizou US$ 121 milhões. O faturamento de conteúdo respondeu por 1,6% da receita total das empresas, e o obtido por comunicação de dados representou 4,9%. Da base total de assinantes, 25,1 milhões (29,1% da base total) usaram pelo menos um dos serviços de conteúdo, o que significou crescimento de 50% em comparação com  2004. Em conseqüência, a receita média por usuário, gerada por serviços de conteúdo, cresceu 57,1%, de US$ 7,2, em 2004, para US$ 11,3, no ano seguinte.

A música, em 2005, foi responsável por 41,6% da receita obtida com conteúdo pelas empresas que operam no Brasil. Em seguida, vieram as informações (sobretudo via WAP), com 30,3%. Imagens, jogos e vídeos, em conjunto, representaram 28,1% da receita com conteúdos. Em estados como São Paulo e Rio Grande do Sul, a demanda por conteúdo é maior, em função do poder aquisitivo de suas populações.

Para o período 2005-2011, o prognóstico da Frost&Sullivan é que o mercado de conteúdo no país tenha uma expansão anual de 29,4%, elevando o faturamento para US$ 1.338,4 milhões, em 2011. Com isso, a participação desses serviços na receita total, passará de 1,6%, para 4,5%, respectivamente, em 2005 e 2011. O número de usuários deve crescer 19,5% a.a., para 73,2 milhões, expandindo a taxa de penetração desses assinantes, em relação ao total da base móvel, de 29,1%, para 54,8%. Por fim, a ARPU anual gerada pelo usuário de conteúdo deve aumentar 8,3% ao ano, evoluindo de US$ 11,3, para US$ 18,3.

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