No Brasil, há espaço para crescer em serviços de valor adicionado, diz Brasil Telecom.


Para as operadoras integradas que assistem ao progressivo decréscimo do tráfego e dos serviços fixos de voz, não deixa de ser alentadora a perspectiva de aumentar a receita média por usuário (Arpu) de seus serviços móveis com o faturamento de conteúdos passíveis de serem oferecidos pelos telefones celulares – música em suas diferentes modalidades, jogos, …

Para as operadoras integradas que assistem ao progressivo decréscimo do tráfego e dos serviços fixos de voz, não deixa de ser alentadora a perspectiva de aumentar a receita média por usuário (Arpu) de seus serviços móveis com o faturamento de conteúdos passíveis de serem oferecidos pelos telefones celulares – música em suas diferentes modalidades, jogos, imagens, vídeo e informações. Esse segmento de negócios movimentou US$ 285 milhões, no ano passado, no país, de acordo com pesquisa da Frost&Sullivan encomendada pela Brasil Telecom. Neste ano e em 2007, o mercado de conteúdos móveis no país pode chegar a US$ 472 milhões e US$ 649 milhões, respectivamente.

Mesmo que música e informações cresçam em ritmos menores do que outros conteúdos, nos próximos anos os dois vão continuar sendo as principais fontes geradoras de receitas de conteúdos das operadoras móveis.

                             O promissor mercado de conteúdo no Brasil 

              (Previsão de receitas, em US$ milhões)

Anos

Música

Jogos

Imagens

Vídeo

Informações

 

 

 

 

 

 

2005

119

31

38

11

86

2006

177

59

65

23

148

2007

225

92

93

42

198

2008

275

128

121

65

249

Fonte: Frost&Sullivan

SMS

É por tudo isso que a BrT encomendou o levantamento à empresa de consultoria. Ainda que a mídia mais importante do assinante brasileiro seja o serviço de mensagens SMS, que tem duas modalidades, explica Roberto Rittes, diretor de operações móveis e novos negócios da Brasil Telecom – a espontânea e a incentivada, essa última uma conseqüência, na percepção do usuário, que o mundo passa a ser comunicar através de mensagens de texto. O país entrou mais tarde no SMS incentivado, ou interativo, que foi estimulado por programas de rádio e TV, entre outros eventos.

“Aqui, temos espaço para crescer com novas funcionalidades, que podem ser desenvolvidas conjuntamente entre operadoras e geradores de tráfego como rádio, televisão, eventos como futebol,” avalia Rittes. O SMS incentivado, continua o executivo, é uma boa ferramenta de interatividade, como mostra a experiência da Oi FM, serviço ao qual o assinante-ouvinte recorre quando quer saber o nome ou o autor das músicas em execução.

Opção rádio

Como, de modo geral, a totalidade (ou quase) da base de acessos móveis tem capacidade para SMS, a palavra de ordem é investir em SMS interativo, segundo o diretor da BrT. Na operadora, informa, o estágio atual dos trabalhos é a formação de parcerias para estruturação do negócio. Comos e trata de uma empresa regional, o rádio é uma alternativa interessante. Rittes destaca, porém, que antes de anunciar um serviço é preciso ter conteúdos atraentes para oferecer, sejam os ringtones negociados com gravadoras, ou os videogames, aproveitando a onda criada pelo campeonato mundial do meio do ano, por exemplo.

Automação

“No segmento de conteúdo, naturalmente o padrão de uso é muito mais importante do que no serviço de voz. No primeiro caso, para proceder à necessária customização, é preciso segmentar e sub-segmentar várias vezes a base”, observa Rittes. Foi justo por isso que a operadora adquiriu ferramenta para automação de ofertas, que aumenta a velocidade do processo em cinco vezes. Ofertas devidamente caracterizadas para cada uma das comunidades de usuários. Em resumo, a automação permite empacotar serviços de valor adicionado, e diversificá-los, além de promover descontos e promoções.

Mas, na real, avisa Roberto Rittes, serviços de valor adicionado não são o ovo de Colombo. É bom não esquecer que o filé do faturamento é gerado por voz.

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